INSS adota análise remota para liberar o BPC; como isso funciona?

INSS divulga prazo para novo processo de análise que garante a concessão do BPC. Devido a permanência do novo coronavírus, a previdência social vem digitalizando cada vez mais os seus serviços. A partir do próximo dia 26, a perícia para liberação do Benefício de Prestação continuada será feita de forma remota.

INSS adota análise remota para liberar o BPC; como isso funciona? (Imagem: Carl de Souza/AFP)
INSS adota análise remota para liberar o BPC; como isso funciona? (Imagem: Carl de Souza/AFP)

Mais uma grande mudança na gestão do INSS. O segurado que tiver o interesse de se vincular ao BPC deverá fazer a solicitação através de uma perícia remota.

A ação faz parte da proposta de reformulação da concessão do benefício e passará a ser testada em um projeto piloto entre os dias 26 de julho e 27 de agosto.

Quem poderá participar?

A avaliação remota do BPC estará disponível para os idosos acima de 65 anos e demais pessoas com deficiência que se enquadrem nos critérios de renda. O atendimento deverá ser feito individualmente, onde o sujeito ao solicitar o abono deve aguardar o contato do INSS marcando o dia e horário da avaliação remota.

No entanto, é importante ressaltar que a avaliação só será concedida para quem estiver dando entrada no BPC. Em caso de revisão, o sujeito permanece seguindo os padrões tradicionais de perícia do INSS.

Como será feita a análise remota

A análise remota será realizada através de uma plataforma de videoconferência elaborada pelo próprio INSS. Isso significa que o cidadão precise estar obrigatoriamente em uma das unidades do órgão.

Sua ida será feita através de uma marcação previa realizada pelos servidores do INSS. Ao comparecer no dia e horário marcado, ele deverá aguardar a chamada de seu nome para ir até uma sala equipada com câmera, microfone, link e apoio técnico.

Entrando na sala, o cidadão se conectará com o avaliador do INSS que fará a análise de seu benefício. Todo o procedimento acontecerá de forma inteiramente digital, sem que haja o contato físico do servidor com o beneficiário.

Será preciso ainda apresentar um documento oficial com foto na hora da consulta e por fim a entrada de terceiros só poderá ser autorizada em casos específicos determinados por lei.

Havendo algum problema por falta de informações complementares a análise não será concluída e o sujeito deverá realizar um outro agendamento em até 30 dias.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.