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Alimentos, combustível e energia em ALTA no Brasil; qual o motivo dos preços elevados?

Por Eduarda Andrade
28 de maio de 2021
Pessoas de baixa renda sofrem três vezes mais com inflação do que os ricos

Pessoas de baixa renda sofrem três vezes mais com inflação do que os ricos (Imagem: Dennis Siqueira/Unsplash)

Brasil permanece com crescente alta no preço de seus produtos e serviços. De acordo com o último levantamento realizado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) variou 0,44% no mês de maio, gerando a maior taxa desde 2016. Isso significa dizer que o combustível, alimentação e energia se manterão mais caros. Entenda o porquê.

Alimentos, combustível e energia em ALTA no Brasil; qual o motivo dos preços elevados? (Foto: Geraldo Bubniak / AGB)
Alimentos, combustível e energia em ALTA no Brasil; qual o motivo dos preços elevados? (Foto: Geraldo Bubniak / AGB)

Nos últimos meses o Brasil vem vivenciando um forte clima de instabilidade e tensão econômica. Com a chegada do novo coronavírus, o país voltou a decrescer em suas taxas, registrando uma das maiores inflações da história.

Desse modo, a sobrevivência tem se tornado mais cara, tendo em vista o aumento no preço de serviços e produtos.

O que diz o IPCA

O último levantamento econômico realizado revelou uma variação de 0,44% ao mês, ficando abaixo do contabilizado em abril. Avaliando os indicadores ao ano, significa uma soma de 3,27%.

Até dezembro a previsão é de que o IPCA fique em 7,27%, tendo em vista o aumento de setores como a gasolina que está 41,55% mais cara.

Na área de alimentação a carne teve um reajuste de 35,68%. Ainda segundo os indicadores validados pelo IBGE, há outros reajustes também com uma variação de (0,16 ponto percentual) na área de Saúde e Cuidados Pessoais (alta de 1,23%).

Na área de habitação, a alta foi de (0,79%) e Alimentação e Bebidas (0,48%) responderam por mais 0,22 ponto. Mas o que isso quer dizer?.

De modo geral, tais estatísticas comprovam que o país tem vivenciado uma das suas maiores crises econômicas. Entre os principais motivos está a pandemia do novo coronavírus que inviabiliza uma série de serviços e ações, tornando a produção e distribuição mais difícil e consequentemente mais cara.

Outra questão em consideração é a alta demanda, quanto maior a busca de determinados segmentos, como farmácia, mas caro tendem a se tornar os produtos. O mesmo ocorre no setor de alimentos.

Além disso é preciso levar em consideração a instabilidade nas medidas de isolamento. Com o fechamento e abertura das empresas, o fluxo de venda e produtividade é interrompido, atrapalhando na comercialização.

Alta no combustível

Em maio o preço do etanol teve alta em todo o país, sendo o produto comercializado por R$ 6,494 o litro. Já a gasolina também foi reajustada com um valor de R$ 4,563, havendo ainda variações por regiões, sendo o Nordeste o local mais caro.

Presidente da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig), Mario Campos, informou que o motivo de alta se relaciona a estiagem que ocorreu no verão. De acordo com ele, a falta de chuva compromete a produção dos combustíveis, tornando-os mais caros.

O gestor afirmou ainda que o aumento no preço do açúcar no mercado internacional também contribui para a alta do combustível. Isso implica em uma maior fabricação de cana para exportação, reduzindo a produção do etanol.

Alimentos mais caros

No setor de alimentos, os produtos permanecem em alta constante. Atualmente o produto mais caro tem sido a carne bovina com um reajuste médio de 1,77%. De modo geral, os insumos tiveram um aumento de 0,19% para 0,50% em abril.

O tomate vem sendo vendido com um reajuste de 7,24%, já o preço das frutas caiu 6,45%. Fora do domicílio (0,43%), lanche (0,72%) e refeição (0,16%) subiram menos que no mês anterior.

Alimentos, combustível e energia em ALTA no Brasil; qual o motivo dos preços elevados? (Imagem: Mehrad Vosoughi/Pexels)
Alimentos, combustível e energia em ALTA no Brasil; qual o motivo dos preços elevados? (Imagem: Mehrad Vosoughi/Pexels)

No segmento de cereais, o reajuste foi de 125,1 em abril, com o aumento de 1,5 ponto (1,2%) em comparação com o mês de março e 25,8 pontos (26%).

“A pressão de alta das intenções de plantio menores do que o previsto nos Estados Unidos e as preocupações com as condições de safra na Argentina, Brasil e EUA empurraram os preços do milho para 5,7% em abril“, destacou os gerenciadores do Índice de Preços dos Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

Energia se mantém em alta

Por fim, as contas de energia deverão ficar mais caras. Isso porque o cálculo para a definição do valor mensal será feito com base na bandeira vermelha que apresenta o indicador mais alto pelas distribuidoras.

A bandeira vermelha, ou bandeira 1, resulta na cobrança de um adicional de R$ 4,169 para cada 100 kWh consumidos.

Nesse setor, o motivo pelo qual o encarecimento se dá mediante a estiagem no Sudeste. Com o baixo índice de água nas hidroelétricas, a Aneel informou que foi contabilizado o pior nível dos reservatórios desde o ano de 1931.

Eduarda Andrade

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