SP abre cadastro para “xepa da vacina”; entenda como funciona imunização

A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo abriu o cadastro para o recebimento das doses que sobram nos frascos. Esse cadastro funciona como a xepa da vacina, já que são as sobras que não podem guardadas.

SP abre cadastro para "xepa da vacina"; entenda como funciona imunização
SP abre cadastro para “xepa da vacina”; entenda como funciona imunização (Imagem: Raíza Milhomem/Prefeitura de Palmas)

Atualmente a prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Saúde está vacinando as pessoas com comorbidades, deficiência permanente, trabalhadores de diversas áreas, moradores de rua, gestantes e puérperas com comorbidades.

Porém, ao usar um frasco da vacina da COVID é necessário aplicar todas as dez doses que há. Isso ocorre porque, depois de aberto não é permitido ser guardada. Guardar vacinas já abertas corre o risco da mesma perder a validade e sua funcionalidade.

Sendo assim, para cada frasco da vacina é preciso ter dez pessoas aptas para receber a dose do imunizante. Porém, há postos de saúde que não têm mais esse quantitativo de pessoas pertencentes aos grupos prioritários.

Sendo assim, a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo criou um cadastro para a xepa da vacina. O intuito é completar a quantidade de pessoas para que a vacina não seja desperdiçada. O nome “xepa” é referência às sobras das feiras de alimentos.

Poderá se cadastrar para a xepa da vacina os profissionais da saúde maiores de 18 anos e pessoas com comorbidades maiores de 18 anos. Só serão aceitos moradores que residem no município e que fazem parte da unidade básica de saúde que está disponibilizando a dose.

Cadastro xepa da vacina

O cadastro é feito no posto de saúde, precisando apresentar comprovante de residência e comprovação que garanta a participação de um dos grupos contemplados.

Sendo assim, para pessoas com comorbidades será preciso levar um documento de identificação e um atestado médico que comprove a comorbidade.

O atestado deve estar assinado pelo médico e conter o número do CRM. São consideradas comorbidades as doenças cardiovasculares, diabetes, pneumopatias crônicas, cirrose hepática, obesidade mórbida e casos de hipertensão. Caso haja doses disponíveis as unidades de saúde entrará em contato para solicitar a presença.

Grupos prioritários de São Paulo

  • Pessoas com 45 anos e mais com comorbidade e com deficiência permanente;
  • Trabalhadores de transporte coletivo (motoristas e cobradores);
  • Profissionais de Saúde com 30 anos e mais;
  • Gestantes e Puérperas (até 45 dias após o parto) com comorbidades (acima de 18 anos);
  • Profissionais de Saúde com 42 anos e mais;
  • Pessoas com comorbidades com 50 anos e mais;
  • Pessoas com Deficiência Permanente beneficiários do BPC com 50 anos e mais;
  • Profissionais de Saúde com mais de 18 anos que sejam gestantes e puérperas (até 45 dias pós-parto) e lactantes (até 2 anos);
  • Metroviários e ferroviários (área de segurança, manutenção, limpeza e agentes de estação na linha de frente com 47 anos ou mais, além de operadores de trem de todas as idades);
  • Pessoas com Síndrome de Down (18 a 59 anos);
  • Pacientes em Terapia Renal Substitutiva (18 a 59 anos);
  • Pessoas transplantadas imunossuprimidas (18 a 59 anos);
  • Idosos com 60 anos ou mais;
  • Profissionais de saúde com 47 anos ou mais;
  • Profissionais da Educação com 47 anos ou mais;
  • Pessoas em situação de Rua Cadastradas nos Centros de Acolhida;
  • Trabalhadores de cemitérios públicos e privados do município de São Paulo;
  • Trabalhadores no atendimento direto a vulneráveis da SMADS;
  • Trabalhadores no atendimento direto a vulneráveis da SMDHC;
  • Pessoas em situação de rua (com mais de 60 anos);
  • População indígena vivendo em terras indígenas;
  • Quilombolas;
  • Pessoas com 18 anos ou mais com deficiência, residentes em Residências Inclusivas (institucionalizadas);
  • Pessoas com 60 anos ou mais residentes em instituições de longa permanência (institucionalizadas).

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Glaucia Alves
Gláucia Alves, formada em Letras-Inglês pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Foi professora por 8 anos. Em 2020 começou a trabalhar como corretora de redação. Atualmente, trabalha na equipe do portal FDR, produzindo conteúdo sobre economia e direitos da população brasileira, além de realizar consultoria de redação on-line.
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