Renda média dos brasileiros foi menor que o salário mínimo em 13 estados; confira lista

Pontos-chave
  • Brasileiros têm renda menor que 2019;
  • Estados apresentam variações na distribuição de renda;
  • População sofre para administrar as finanças em plena inflação.

Brasileiros tem renda lá em baixo devido a pandemia do novo coronavírus. Nessa semana, uma pesquisa do IBGE revelou que a renda média per capita do país caiu em 2020, ficando em R$ 1.380. Em comparação com o ano de 2019, o rendimento tinha sido de R$ 1.439. No entanto, com o desemprego e mercado instável, tais índices despencaram. Acompanhe.

Renda média dos brasileiros foi menor que o salário mínimo em 13 estados; confira lista (Imagem: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil)

Um dos principais efeitos, para além das questões sanitárias, do novo coronavírus tem sido a forte crise econômica que vem afetando milhares de brasileiros. Os números do IBGE revelaram que a taxa de desemprego cresceu em 13,5% em 2020, o que significa que a renda do cidadão está abaixo do esperado.

Trata-se do pior resultado econômico desde 2021. A população passou a operar com uma renda média per capita de R$ 1.380. Antes da pandemia esse número do rendimento médio familiar era de R$ 1.439.

Até o momento, ainda não há previsão de melhoria, o que significa que em 2020 os índices devem ser maiores que os últimos 12 meses.

Rendimento médio por estado

Devido a forte desigualdade social espalhada pelo país, há estados em que o rendimento ficou ainda menor do que o esperado. No Distrito Federal e em São Paulo, foram contabilizadas as maiores fontes de renda que variaram entre R$ 2.475 e de R$ 1.814, respectivamente.

Em terceiro lugar de desenvolvimento ficou o estado do Rio Grande do Sul com uma média de R$ 1.759. Já no Rio de Janeiro, valor por cidadão foi de R$ 1.723, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (Pnad Contínua).

Os piores índices foram para o Maranhão, onde a população vive com R$ 676 por família. Houveram ainda outros 12 estados em situação de inferioridade, sendo eles: Acre, Amazonas, Roraima, Pará, Amapá, Piauí, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.

O IBGE explicou que a calculo de rendimento vem sendo feito levando em consideração a soma dos salários de trabalho e demais fontes de renda dos moradores a cada mês. A pesquisa leva em consideração também a realidade vivenciada por pensionistas, domésticos e familiares.

Confira a renda per capita no Brasil em 2020 por estado

  • Média nacional   —   R$ 1.380
  • Distrito Federal  —  R$ 2.475
  • São Paulo  — R$ 1.814
  • Rio Grande do Sul — R$ 1.759
  • Rio de Janeiro — R$ 1.723
  • Santa Catarina — R$ 1.632
  • Paraná — R$ 1.508
  • Mato Grosso do Sul — R$ 1.488
  • Mato Grosso — R$ 1.401
  • Espírito Santo — R$ 1.347
  • Minas Gerais — R$ 1.314
  • Goiás — R$ 1.258
  • Rondônia — R$ 1.169
  • Rio Grande do Norte — R$ 1.077
  • Tocantins — R$ 1.060
  • Ceará — R$ 1.028
  • Sergipe — R$ 1.028
  • Roraima — R$ 983
  • Bahia — R$ 965
  • Acre — R$ 917
  • Pernambuco — R$ 897
  • Amapá — R$ 893
  • Paraíba — R$ 892
  • Pará — R$ 883
  • Piauí — R$ 859
  • Amazonas — R$ 852
  • Alagoas — R$ 796
  • Maranhão — R$ 676

Contas devem permanecer em alta

Enquanto a população se desdobra para administrar as finanças, as contas permanecem em alta. O valor da cesta básica vem apresentando evolução em quase todos os estados brasileiros, com os produtos ainda mais caros do que em 2020.

Já para quem paga a conta de energia, as noticias também são negativas devido ao aumento nas tarifas de consumo. Não há perspectiva de baixa ao longo dos próximos meses.

Outro ponto que vem pesando no bolso do brasileiro é a gasolina, comercializada por mais de R$ 5 o litro.

Para quem atua como motorista de aplicativo ou dentre essas modalidades de trânsito, o lucro reduziu e está basicamente rezado. Há quem tenha que aumentar o horário da jornada para suprir as despesas ou até mesmo larga o serviço tendo em vista que o mesmo não vem se pagando.

No mercado de trabalho as projeções também não são das melhores, com o desemprego ainda em evolução e os concursos públicos paralisados. Segundo analises de economistas, o ano deverá ser de instabilidade e perdas tanto quanto 2020.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestra em ciências da linguagem pela Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo na mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.