Bolsa Família atrasa reajuste mensal e vulneráveis sofrem com alta dos preços

Bolsa Família apresenta valor defasado e têm atraso em sua renovação. Devido a concessão das novas parcelas do auxílio emergencial, o governo federal deverá adiar o projeto de renovação pelo BF. No entanto, os segurados do programa devem ficar atentos, pois será preciso implementar um aumento no valor de suas mensalidades para acompanhar a atual inflação.

Bolsa Família atrasa reajuste mensal e vulneráveis sofrem com alta dos preços (Imagem: Reprodução/Google)

O Bolsa Família vem sendo concedido para milhares de brasileiros tendo como valor de base uma mensalidade de R$ 190. Para cada cadastro, no entanto, essa quantia tende a ser reajustada de acordo com os abonos destinados para a situação familiar. Porém, com a proposta de renovação, o governo deverá aumentar ainda mais os valores.

Declarações do governo

De acordo com as últimas informações concedidas pelo governo federal, a partir de julho, o projeto deveria sofrer um reajuste em seu valor. O pagamento mínimo de R$ 190, deve subir para R$ 200, além disso serão criados os seguintes abonos:

  • Valor do auxílio-creche mensal para cada criança seria de R$ 52,00
  • Bônus anual para o melhor aluno de R$ 200,00
  • Bolsa mensal de R$ 100,00, mais um prêmio anual de estudante científico e técnico de destaque de R$ 1.000,00

Defasagem dentro do Bolsa Família

Apesar os aumentos acima, é importante ressaltar que a correção não significará um acréscimo efetivo no bolso de quem recebe. Tendo em vista que o valor do projeto não é corrigido desde o governo Temer, a atualização dará apenas a capacidade de que os segurados tenham o poder de compra e venda dentro dos índices inflacionários.

Mesmo com a pandemia e um aumento significativo nas despesas da população, o projeto permanece sendo concedido sem acréscimos.

Com apenas os R$ 190 o povo deve arcar com a despesa de água, energia, alimentação e moradia, levando em consideração a impossibilidade de apresentar qualquer vinculo de trabalho.

Somente em 2020, os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) relevaram que para as famílias mais pobres do país os gastos foram acrescentados em 15,53%.

— Não existe essa obrigatoriedade de corrigir por inflação, mas, dada a natureza do programa, seria correta, e aceitável, a reposição inflacionária — avalia Klein, economista.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.
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