Proteja-se do golpe da vacina que rouba dados das suas redes sociais

Um novo golpe tem usado o atual cenário pandêmico no Brasil para roubar o acesso às redes sociais das vítimas e, assim, conseguir dinheiro das mesmas. No ato, o criminoso se apresenta como representante do Governo Federal e oferece agendamento para vacinação contra a Covid-19 pelo WhatsApp.

Proteja-se do golpe da vacina que rouba dados das suas redes sociais
Proteja-se do golpe da vacina que rouba dados das suas redes sociais (Imagem: Alena Shekhovtcova / Pexels)

O agendamento, porém, é falso. O Ministério da Saúde também não entra em contato com a população através do WhatsApp. A pasta, inclusive, se pronunciou sobre o fato, emitindo o seguinte comunicado:

“O Ministério da Saúde esclarece que não realiza agendamento para aplicação de nenhum tipo de vacina, e nem envia códigos para celular dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS)”, diz o comunicado. “Caso receba solicitação de cadastro, não forneça seus dados e denuncie às autoridades competentes.”

O golpe continua quando o criminoso diz à vítima que é necessário informar um número de protocolo de seis dígitos enviado via SMS, para validar o tal agendamento.

Se a vítima comunicar o número, será possível clonar o WhatsApp da mesma e, assim, ter acesso a todos os seus contatos. Os criminosos aproveitam disso para pedir dinheiro aos amigos da vítima.

“O golpista pede o código porque está usando um mecanismo de validação para tentar furtar a conta. Essa senha é utilizada, por exemplo, quando a pessoa compra um aparelho novo e vai fazer a migração do aplicativo”, explica o perito criminal Eduardo Becker, especialista em segurança digital, entrevistado pelo Estadão.

O perito conta que tentaram fraudá-lo de forma semelhante no segundo semestre de 2020, como se fosse um representante do Ministério da Saúde realizando uma pesquisa sobre a Covid-19.

“Fizeram algumas perguntas simples: se alguém da minha família havia contraído a doença ou se eu morava com idosos e crianças. Só depois, eles pediram o código para ‘validar a pesquisa’”, descreve o perito. “Esperei chegar a este momento para informar ao criminoso que eu sabia que era golpe e iria registrar um boletim de ocorrência.”

Caso a pessoa caia no golpe por inocência, a recomendação é não apagar a mensagem para ter provas.

“É importante não apagar nenhuma mensagem ou informação, mesmo se for ofensiva ou sentir vergonha por ter sido enganada”, diz.

“Esse é o rastro digital a partir do qual a gente vai conseguir identificar o criminoso”, explica Becker.

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Isabela Veríssimo
Isabela Veríssimo é jornalista formada pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) com passagens por redações, desde 2016, como o Diario de Pernambuco, Jornal do Commercio e Rede Globo. Atualmente dedica-se à redação de economia do portal FDR.