Servidores, educação e segurança serão impactadas com continuação do auxílio emergencial

Paulo Guedes, o ministro da Economia, disse hoje, 26, que a estratégia de sua equipe é levar adiante a vacinação em massa dos brasileiros contra a Covid-19. Ele esperar a diminuição no índice de mortalidade da doença, e a retomada da economia, de forma que não seja mais necessário efetuar novos pagamentos do auxílio emergencial.

Servidores, educação e segurança serão impactadas com continuação do auxílio emergencial
Servidores, educação e segurança serão impactadas com continuação do auxílio emergencial (Imagem Google)

Mas, caso a vacinação atrase e o número de casos volte a aumentar, o ministro disse que a renovação do auxílio emergencial pode ser necessária, porém os outros gastos do governo precisam ser contidos.

Guedes recomenda cuidado com o chamado “orçamento de guerra” que foi aprovado pelo Congresso em 2020 e que autorizou o governo efetuar investimentos bilionário em ações ligadas ao combate ao coronavírus. Entre esses gastos está justamente o auxílio emergencial.

“Quer criar o auxilio emergencial de novo, tem de ter muito cuidado. Pensa bastante, pois, se fizer isso, não pode ter aumento automático de verbas para educação, para segurança pública, pois a prioridade passou a ser absoluta, é uma guerra. Aqui é a mesma coisa, se apertar o botão ali, vai ter de travar o resto todo (do orçamento). Então vamos observar a economia, a saúde, os dois andam juntos, e esperar pelo melhor”, disse.

Volta do auxílio emergencial

Partidos da oposição e até mesmo aliados ao atual governo, vem defendendo novos pagamentos do auxílio emergencial. Porém, sempre que o assunto é levantado, Jair Bolsonaro afirma que isto não é possível, por conta da disparada do endividamento público em 2020.

Sem reajuste para servidores, educação e segurança

Como forma de possivelmente retornar os pagamentos do auxílio emergencial, Paulo Guedes defendeu que os servidores públicos permaneçam sem reajuste, e que não aconteça o aumento automático de verbas para a educação e segurança pública.

Ainda na comparação da pandemia com um cenário de guerra, Guedes disse que autorizar novos pagamentos do auxílio, com alto impacto nas contas públicas, seria o mesmo que soltar uma “bomba atômica”.

Mas para levar isto adiante, o ministro disse ser necessário incluir na PEC do pacto federativo, uma “clausura de calamidade pública”.

“É um caso agudo de emergência fiscal. Desindexa, desvincula, trava sua despesa lá, e em um ano ou dois, o aumento natural da receita resolve a situação”, explicou.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.