Vacina da COVID-19 na internet? Procon alerta sobre golpes e como se proteger

Pandemia do novo coronavírus vira motivo para golpe. Nessa semana, o Procon São Paulo informou que há mais uma fraude na internet. De acordo com o órgão, há sites anunciando a venda de caixa de vacinas sem que haja a autorização dos serviços de saúde.

Vacina da COVID-19 na internet? Procon alerta sobre golpes e como se proteger (Imagem: Google)
Vacina da COVID-19 na internet? Procon alerta sobre golpes e como se proteger (Imagem: Google)

A aplicação da vacina contra o novo coronavírus tornou-se o principal desejo da população ao redor do mundo. Com diversos países, como o Reino Unido, já em fase de aplicação, os brasileiros estão ansiosos para adquirir o medicamento. No entanto é preciso tomar cuidado com os golpes.

Sites anunciam venda falsa da vacina

Diante do desejo da população de tomar o medicamento, quadrilhas passaram a criar paginas falsas na internet anunciando a venda do produto. Em um dos sites, intitulado Farmácia 24h, os usuários são convidados a fazer a compra de uma caixa de vacina chinesa Sinovac pelo preço de R$ 98.

No anuncio, há ainda informações falsas como a certificação do instituto Butantan. Além disso, há o convite para aderir ao frete grátis. A equipe do Procon informa que nem o site, nem o endereço informado é verdadeiro. O órgão vem trabalhando para tirar a página do ar e evitar um grande número de vítimas.

“As pessoas, diante da grave situação que estamos vivendo, adquirem essas vacinas que, obviamente, não serão entregues. Trata-se de um golpe, de uma empresa que não existe, que abusa do medo e insegurança dos cidadãos. Isso é crime e o Procon-SP vai atuar junto com a Polícia Civil”, afirmou em nota Fernando Capez, diretor executivo do Procon-SP.

O caso deverá ser encaminhado para a Divisão de Crimes contra o Consumidor da Polícia Civil sendo tomadas todas as providências no âmbito criminal.

Sobre o processo de vacinação no Brasil

A previsão é de que a vacina passe a ser aplicada entre os meses de fevereiro e março. Inicialmente o governo informou que deverá priorizar as pessoas do grupo de risco, sendo idosos com mais de 65 anos e doentes.

Porém, nessa semana, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que o governo deverá parar de comprar seringas até que o preço do produto seja estabilizado. Diante disso, cogita-se a possibilidade de o plano de vacinação ser novamente adiado.

Eduarda AndradeEduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.