Quais as chances do Brasil viver uma 2ª onda de contaminação do Covid-19? Entenda os impactos

Pontos-chave
  • Número de casos do Covid-19 têm aumentado em todo Brasil;
  • Maiores registros são feitos nos estados do Norte e Nordeste;
  • Para conter avanço, população deve evitar sair de casa e usar máscara.

Muito se fala sobre a possibilidade de uma segunda onda de contaminação do novo coronavírus no Brasil, uma vez que a pandemia não chegou ao fim e as medidas restritivas de convivências estão menores e não estão sendo respeitadas. O Brasil não é o único país alvo desta onda, visto que a Europa, por exemplo, já a enfrenta.

Quais as chances do Brasil viver uma 2ª onda de contaminação do Covid-19? Entenda os impactos
Quais as chances do Brasil viver uma 2ª onda de contaminação do Covid-19? Entenda os impactos (Imagem: Sérgio Lima / Poder 360)
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A possibilidade da segunda onda no nosso país vem atrelada ao comportamento da população. Nos últimos meses, por exemplo, não é difícil ver o aumento no número de casos da doença.

A procura por exames de Covid-19, por exemplo, também aumentou em 30% no estado de São Paulo e 50% no estado do Rio de Janeiro nos primeiros dias deste mês.

Em outubro, a taxa de positividade dos exames realizados nas suas unidades era de 19%.

Quinze dias depois, a taxa está em 27%. Se for feita uma avaliação, pode-se equiparar que, a cada 100 exames de outubro, 19 eram positivos, enquanto a média subiu para 27 positivos em novembro – um crescimento de 42%.

Um levantamento da Fundação Oswaldo Cruz mostra que nove das 27 capitais brasileiras registram um aumento no número de casos, com agravamento para as regiões Norte e Nordeste: Florianópolis, João Pessoa e Maceió. Já em Belém, Fortaleza, Macapá, Natal, Salvador e São Luís, a alta é “moderada”.

De acordo com o mesmo levantamento, as maiores acelerações da pandemia nos estados quando comparado a atual média móvel diária de mortes com o mesmo indicador registrado há duas semanas são em: Roraima (+1.000%), Amapá (271%), Paraná (179%), Rio Grande do Norte (+163%), Mato Grosso (87%), Tocantins (62%), Acre (50%), São Paulo (42%), Distrito Federal (33%) e Rondônia (28%).

Quais as chances do Brasil viver uma 2ª onda de contaminação do Covid-19? Entenda os impactos
Quais as chances do Brasil viver uma 2ª onda de contaminação do Covid-19? Entenda os impactos (Imagem: Pixabay / Reprodução)

Um levantamento da ferramenta Info Tracker, desenvolvida por pesquisadores da USP e da Unesp também mostra um aumento. Dessa vez, em relação às internações na rede pública do estado de São Paulo: 9%.

Na Baixada Santista, o aumento é de 23%, e na região norte da Grande São Paulo, de 37%. Na rede privada, há crescimento de 40% no volume de internações nos principais hospitais paulistanos.

O número de casos no estado também voltou a crescer ao logo dos últimos 10 dias. No domingo (15), dia de eleição, foram 28.425 casos, o maior patamar desde 24 de setembro de ano.

O que já vivemos até hoje?

De acordo com dados divulgados pelas Secretarias Estaduais de Saúde e atualizados na segunda-feira (16), às 18h, estes são os seguintes dados por regiões:

Brasil
Número de casos: 5.876.464
Óbitos: 166.014
Incidência por 100 mil habitantes: 2796,4
Mortalidade: 79,0
Centro-Oeste
Número de casos: 728.840
Óbitos: 15.553
Incidência por 100 mil habitantes: 4472,2
Mortalidade: 95,4
Sul
Número de casos: 818.055
Óbitos: 15.301
Incidência por 100 mil habitantes: 2729,0
Mortalidade: 51,0
Norte
Número de casos: 734.118
Óbitos: 16.366
Incidência por 100 mil habitantes: 3983,1
Mortalidade: 88,8

Nordeste
Número de casos: 1.544.079
Óbitos: 43.374
Incidência por 100 mil habitantes: 2705,5
Mortalidade: 76,0

Sudeste
Número de casos: 2.051.372
Óbitos: 75.420
Incidência por 100 mil habitantes: 2321,3
Mortalidade: 85,3
Dados do Sistema Único de Saúde mostram que já foram 5.322.406 casos recuperados da doença no Brasil, enquanto 388.044 estão em acompanhamento. Esse levantamento é realizado desde o dia 27 de março deste ano, no início da pandemia.
Segundo um levantamento realizado por G1, as mortes estão em alta em: Roraima, Amapá, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Distrito Federal, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Espírito Santo.

O que fazer para conter a segunda onda?

Assim como vem sendo instruído desde o início deste ano, recomenda-se que, na tentativa de conter o avanço do novo coronavírus, a população faça uso obrigatório de máscaras em todos os locais, higienize as mãos habitualmente com álcool em gel 70% e respeite o distanciamento de um metro e meio entre as pessoas.

Embora diversos lugares tenham sido reabertos, a orientação é que a população saia de casa apenas em caso de necessidade. Uma alternativa é tentar resolver as pendências através das plataformas digitais.

Se for sair para lazer, evitar locais pequenos ou que possam causar aglomerações, priorizando lugares maiores e mais ventilados.

AvatarIsabela Veríssimo
Isabela Veríssimo é jornalista formada pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) com passagens por redações, desde 2016, como o Diario de Pernambuco, Jornal do Commercio e Rede Globo. Atualmente dedica-se à redação de economia do portal FDR.