FGTS será recolhido pelo PIX a partir de 2021 dentro DESTAS condições

Pontos-chave
  • Banco Central anuncia inclusão do FGTS pelo PIX;
  • Novo serviço bancário permitirá saques instantâneos pelo fundo de garantia;
  • Interessados devem solicitar o cadastramento de suas chaves.

Banco Central anuncia nova funcionalidade no PIX. Na última semana, o BC informou que os trabalhadores poderão utilizar o serviço digital de pagamentos instantâneos para poder retirar suas contribuições do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Segundo a instituição, a autorização será concedida a partir do mês de janeiro de 2021. Entenda como funcionará.  

FGTS será recolhido pelo PIX a partir de 2021 dentro DESTAS condições
FGTS será recolhido pelo PIX a partir de 2021 dentro DESTAS condições (Imagem: Reprodução/Google)

Desde que foi anunciado, o PIX vem prometendo uma revolução nos serviços financeiros. Ao fazer uma integração com o FGTS, Banco Central informou que deseja propor agilidade nos recebimentos do benefício.

A ideia é que os brasileiros consigam fazer os saques de uma forma mais rápida, reduzindo o processo burocrático com instituições bancárias.  

Benefícios do FGTS pelo PIX  

A união do PIX com o FGTS deverá resultar em liberações financeiras instantâneas o que significa uma maior rotatividade econômica em todo o país.

Além disso, bancos como a Caixa Econômica, responsável pelo saque do FGTS, terão uma diminuição no fluxo de serviços relacionados as filas de pagamento.  

Outro ponto também abordado pelo BC é que com as transações digitais poderão acabar por reduzir as taxas que o fundo paga aos bancos. Além disso, os empregadores poderão otimizar o cumprimento de suas obrigações fazendo transações diretas pelo programa.  

O BC explicou que o objetivo principal da ação é permitir que os usuários do PIX possam contratar crédito de suas instituições e recebe-lo de uma forma diferente além da conta corrente que normalmente utilizam.  

Mas o que é o PIX? 

Trata-se do novo serviço de pagamento nacional, elaborado pelo Banco Central. Por meio dele, os brasileiros terão acesso a transferências por TED, DOC e cartões sem precisar ir até uma agência bancária.

Os valores serão depositados em tempo real, com funcionalidade de 24h durante todos os dias (úteis e não úteis).  

Quem pode utilizar o PIX? 

Para ser um usuário PIX basta ter uma conta corrente, depósito ou de pagamento pré-paga em uma instituição que forneça a criação das chaves PIX.  

FGTS poderá ser recolhido pelo PIX a partir de 2021; saiba como empregadores usarão o sistema (Imagem: Reprodução/Google)
FGTS poderá ser recolhido pelo PIX a partir de 2021; saiba como empregadores usarão o sistema (Imagem: Reprodução/Google)

O que é uma chave Pix? 

Ela funciona como um meio de identificação do usuário. É possível cria-la de quatro formas diferentes, sendo por meio do: CPF ou CNPJ, e-mail, número de celular e uma chave de segurança aleatória de números e letras. 

Todas as vezes que for fazer uma transferência o usuário deverá informar a chave do titular em que estará enviando o valor.

Para poder ter a sua chave, basta acessar os aplicativos bancários da instituição onde está vinculado e cria-la. A validação é automática.  

O cadastramento de chaves é obrigatório? 

Não! Apesar de prometer rapidez e eficácia, a criação da chave PIX não é obrigatória. Os cidadãos podem ainda utilizar o meio de pagamento através do preenchimento de todos os dados da conta a cada operação, como acontece atualmente ao fazer uma TED. 

É válido ainda ressaltar que cada pessoa pode ter até 5 chaves em instituições bancárias diferentes. O que significa eu o mesmo e-mail ou número de celular pode ser registrado mais de uma vez.  Para aqueles com conta jurídica o limite de chaves é de 20.  

Como se cadastrar no Pix? 

Por fim, o processo de cadastramento no PIX é simples. Para registrar a chave é só entrar em contato com os canais de acesso da sua instituição bancária, como mencionado nos aplicativos.

Feito isso, informe seus dados de identificação pessoal e como desejará que fique os dígitos ou e-mail de sua chave.  

Depois, revise todos os dados concedidos e conforme o procedimento. Você deverá receber uma notificação automática confirmando a validação. Lembre-se de anotar sua chave para não ter problemas futuros em caso de esquecimento e precisar ir até um banco para corrigir o erro.  

O PIX já foi adotado por marcas como o Bradesco, Bando do Brasil, Santander, entre outros. No mercado de fintechs, empresas como o Nubank, PicPay, PagSeguro e demais também já estão aceitando o cadastramento das chaves. 

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Eduarda AndradeEduarda Andrade
Mestre em ciências da linguagem pela Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo na mesma instituição. Atualmente se divide entre a edição do Portal FDR e a sala de aula. - Como jornalista, trabalha com foco na produção e edição de notícias relacionadas às políticas públicas sociais. Começou no FDR há três anos, ainda durante a graduação, no papel de redatora. Com o passar dos anos, foi se qualificando de modo que chegasse à edição. Atualmente é também responsável pela produção de entrevistas exclusivas que objetivam esclarecer dúvidas sobre direitos e benefícios do povo brasileiro. - Além do FDR, já trabalhou como coordenadora em assessoria de comunicação e também como assessora. Na sua cartela de clientes estavam marcas como o Grupo Pão de Açúcar, Assaí, Heineken, Colégio Motivo, shoppings da Região Metropolitana do Recife, entre outros. Possuí experiência em assessoria pública, sendo estagiária da Agência de Desenvolvimento Econômico do Estado de Pernambuco durante um ano. Foi repórter do jornal Diário de Pernambuco e passou por demais estágios trabalhando com redes sociais, cobertura de eventos e mais. - Na universidade, desenvolve pesquisas conectadas às temáticas sociais. No mestrado, trabalhou com a Análise Crítica do Discurso observando o funcionamento do parque urbano tecnológico Porto Digital enquanto uma política pública social no Bairro do Recife (PE). Atualmente compõe o corpo docente da Faculdade Santa Helena e dedica-se aos estudos da ACD juntamente com o grupo Center Of Discourse, fundado pelo professor Teun Van Dijk.