Dia das Crianças: Presentes ficam 3% mais caros em 2020; aumento fica abaixo da inflação

O preço dos presentes e serviços mais procurados para o Dia das Crianças subiram 3,21% entre outubro de 2019 e setembro deste ano. O aumento ficou abaixo da inflação média dos últimos 12 meses que foi de 3,6%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC).

Presentes do Dia das Crianças ficam 3% mais caros em 2020; aumento fica abaixo da inflação
Presentes do Dia das Crianças ficam 3% mais caros em 2020; aumento fica abaixo da inflação (Imagem: Reprodução/Google)

Alguns produtos como computadores e periféricos subiram 9,24%, superando a inflação acumulada no período. “Subiram muito de preço em função da prática do home office, do uso desses equipamentos para ensino a distância e, também, para entretenimento”, explicou o coordenador do IPC, André Braz.

A valorização do dólar frente ao real também causou a alta dos preços.

Outros presentes que tiveram aumento acima da inflação foram: bicicletas (4,9%) e calçados (4,3%). Segundo Braz, o hábito de comer fora de casa também teve um aumento de 3,4% e os aumentos foram menores em aparelhos de celular (2%), roupas (2,6%) e bonecas (2%). O único item que registrou baixa nos preços foi o de artigos esportivos (-3,9%).

Queda 

Para esta data do Dia das Crianças a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projetou uma queda de 4,8% de vendas em todo o país comparado aos números do ano passado.

Mesmo com os impactos causados pela pandemia, a queda ficou abaixo dos 8,1% registrados em 2016, quando os brasileiros enfrentaram uma grave crise econômica. Segundo a CNC, o Dia Das Crianças é hoje, a terceira data mais importante para os varejistas do país, depois do Natal e Dia das Mães.

Estimativas

A estimativa é que a data movimente cerca de R$ 6,2 bilhões este ano.

A CNC aponta uma alta de 3,2% para o segmento de supermercados, com uma movimentação de R$ 4,4 bilhões. Este será o único segmento com crescimento de vendas durante o período. Para os demais setores, a CNC prevê quedas de até 22,1% para lojas de vestuários e calçados, 9,9% para livrarias e papelarias e 2,5% para os segmentos de brinquedos e eletrodomésticos.

 

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