Prefeitura de São Paulo fala em aulas em dezembro, finais de semana e início do próximo ano letivo

PONTOS CHAVES

  • Atividades escolares de São Paulo devem voltar presencialmente
  • Governo testará mais de 700 mil pessoas nos próximos dias
  • Alunos contarão com um cronograma mais extenso

Retorno das atividades escolares é garantido pela gestão de São Paulo. Após um período de quase sete meses com as aulas suspensas, a prefeitura paulistana começa a avaliar as possibilidades de um retorno gradual e seguro. Entre as informações já concedidas, há uma expectativa de reabertura a partir do mês de novembro e para o ano de 2021 os alunos poderão ter aula nos finais de semana. Entenda os detalhes.

Prefeitura de São Paulo fala em aulas em dezembro, finais de semana e início do próximo ano letivo (Imagem: Google)
Prefeitura de São Paulo fala em aulas em dezembro, finais de semana e início do próximo ano letivo (Imagem: Google)

A pandemia do novo coronavírus suspendeu uma série de serviços em todo o território nacional, entre eles a realização de aulas na rede pública e privada. Os estudantes do ensino fundamental e médio da cidade de São Paulo estão em suas casas há aproximadamente sete meses, tendo os cronogramas letivos atrasados.

Para quem é da rede privada, o cenário é mais positivo, pois há uma maior possibilidade de aplicação de recursos tecnológicos.

Muitos centros de ensino passaram a optar pelas atividades remotas, como forma de garantir a continuidade do aprendizado prevista para o ano letivo.

Já para quem é da rede pública há uma série de agravantes. O primeiro diz respeito a necessidade da merenda, tendo em vista que grande parte dos alunos têm as refeições ofertadas pelas escolas como fonte principal de alimentação.

Segundo são os atrasos no processo de ensino e aprendizagem, visto que esse grupo tem mais dificuldade de ter acesso a plataformas digitais.

Previsão de retorno

Segundo o secretário Municipal de Educação, Bruno Caetano, o assunto está sendo tratado com a devida importância e apresenta um elevado grau de prioridade na gestão da cidade.

Ele explicou que, o primeiro desafio foi conseguir comprar todos os testes de covid-19 disponíveis para garantir um controle dentro das escolas. Agora, para Bruno, o maior desafio é a confiança entre pais e responsáveis.

“Superados os desafios das compras de materiais e testes, é preciso vencer a confiança do poder público com as famílias, não só na cidade de São Paulo, mas de toda a educação”, afirmou em entrevista ao portal O Globo.

Outra pauta também a ser trabalhada é a extensão do cronograma acadêmico. Para o gestor, não se pode destacar a possibilidade de realização de aulas nos fins de semana e iniciar o ano letivo de 2021 ainda no mês de janeiro. Ele afirma que essa é uma das formas de amenizar o tempo perdido com a pandemia.

Só há um jeito de fazer isso (recuperar o tempo perdido), ampliando o tempo de estudo do aluno”, reforçou Bruno.

Prefeitura de São Paulo fala em aulas em dezembro, finais de semana e início do próximo ano letivo (Imagem: Google)
Prefeitura de São Paulo fala em aulas em dezembro, finais de semana e início do próximo ano letivo (Imagem: Google)

Questionado sobre o processo de triagem, o secretário garantiu que cerca de 777 mil pessoas serão testadas ainda no mês de outubro. A ideia é utilizar o censo sorológico como base para determinar os processos de reabertura das escolas.

“Com o teste sorológico vamos entender a prevalência do vírus entre educadores e crianças, e conferir quem já tem anticorpos antes da volta às aulas. A expectativa da prefeitura é já ter realizado os testes até 10 de novembro”, afirma.

O secretario garantiu ainda que já a partir desta segunda-feira (01) os alunos passarão a ser testados, prevendo uma verificação de 200 mil pessoas durante os próximos 15 dias.

Além de alunos, a fiscalização envolverá também “todos os profissionais da educação, alunos do 3º ano do ensino fundamental e do 9º ano. São testes que a prefeitura já tem em estoque. Nesse momento, a secretaria realiza o credenciamento de mais laboratórios para realizar o restante a partir do dia 15”, pontuou.

Para ele, a principal decisão de urgência nessa reabertura é a dificuldade dos pais em manter a qualidade do ensino dos filhos em casa e também a realidade de professores e demais servidores que dependem de tal serviço para sobreviverem.

“A recuperação da aprendizagem é urgente. Por mais que os professores estejam se esforçando, assim como os estudantes e seus familiares, nada substitui o ensino presencial. Tenho certeza que o ensino híbrido veio para ficar, com auxílio da tecnologia, mas como forma complementar, não como principal. É acessório na educação, mas nunca será o principal. É claro que quando temos escolas fechadas pelo tempo que ocorreu no Brasil, há um prejuízo evidente. É por isso que se faz urgente a retomada das aulas presenciais, mas nesse momento também é necessário presar o valor universal que é a vida e à saúde”, defendeu Bruno.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.