Preços de itens de consumo são reajustados pela indústria e ficam mais altos

Os itens de consumo estão com preços mais altos e mercados buscam soluções para negociar o preço. Outro aspecto negativo é a dificuldade da indústria em entregar os pedidos feitos pelos atacadistas e varejistas. Os supermercados não têm recebido a totalidade das encomendas.

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Preços de itens de consumo são reajustados pela indústria e ficam mais altos
Preços de itens de consumo são reajustados pela indústria e ficam mais altos (Imagem: Claudio Gatii)
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As informações foram adquiridas pelo Valor, por meio do acesso a cartas de diferentes indústrias enviadas aos comerciantes. Os produtos que apresentam aumento no preço são os alimentos industrializados, bebidas, produtos de higiene, limpeza e têxteis. O pedido foi de paciência para as negociações.

O argumento dos fabricantes é que o conjunto de recursos utilizados na produção dos itens está mais escasso e mais caro. A expectativa, no entanto, seria de que os preços não se normalizem até o final deste ano.

Motivos para o aumento dos preços

O reajuste recente dos preços pode ser explicado pelo grande consumo nos últimos meses por conta do auxílio emergencial. Proporcionalmente, a produção e a demanda não estão em equilíbrio. Há maior demanda e menor produção pra suprir as solicitações dos supermercados.

Outro motivo é a alta do dólar. Sendo assim, os produtores preferem exportar e ganhar em dólar a vender no mercado interno. “Quando se exporta um produto, você manda ele para fora, o produtor recebe em dólar, e na hora que ele transforma em real ele ganha mais”, afirma a economista sênior do Dieese, Patrícia Costa ao G1.

“Então uma taxa de câmbio desvalorizada, ela estimula a exportação. Você tem um impacto muito grande das exportações, no volume de produtos ofertados no mercado interno. Quando eles chegam em menor quantidade, uma redução da oferta interna e eles chegam mais caros para as famílias”, conclui.

No começo do mês de setembro, por exemplo, arroz apresentou o valor de R$ 40 no pacote de cinco quilos. O óleo de soja, por sua vez, aumentou 18,63%. O feijão subiu em 30% e o leite longa vida 22,99%.

AvatarSilvio Souza
Silvio Suehiro Souza é formado em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Possui experiência em produção textual e, atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.