Salário mínimo 2021 fica abaixo do esperado; veja nova projeção AQUI! 

Pelo segundo ano consecutivo, o salário mínimo não terá aumento real no Brasil. O Governo Federal enviou para o Congresso Nacional um projeto de lei com o orçamento 2021, nele contém a proposta de R$ 1.067 de salário mínimo para o próximo ano. Anteriormente, a proposta do governo de Jair Bolsonaro em abril era de R$ 1.079.

Salário mínimo 2021 fica abaixo do esperado; veja nova projeção AQUI! 
Salário mínimo 2021 fica abaixo do esperado; veja nova projeção AQUI! (Imagem: reprodução Google)

Quando comparado ao valor atual, de R$ 1.045, o salário mínimo proposto para o ano que vem não apresenta nenhum aumento real. A ampliação de R$ 22 no valor deverá apenas repor a inflação estimada para este ano e que é medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). 

O valor do salário varia de acordo com a inflação do país. Como a previsão para a inflação deste ano teve um recuo, o salário também vai ter um reajuste menor.

No início do segundo trimestre de 2020, a previsão do governo era de que o INPC teria alta de 3,27%. O valor, no entanto, apresentou queda em julho para 2,09%. O valor para o salário de 2021 ainda pode sofrer novas alterações, com base no comportamento da inflação.

Fim do aumento real no salário mínimo

O aumento real do salário mínimo acima da inflação era garantido por Lei entre os anos de 2007 e 2019. Tudo dependia do registro de crescimentos na economia do país, dentro da política de valorização do salário mínimo das gestões dos governos petistas.

O cálculo considerava a inflação do ano anterior, medida pelo INPC. Juntamente da inflação, era acrescido o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.

A fórmula deixou de valer no ano passado e o governo de Jair Bolsonaro decidiu não criar outra política. Desta forma, o salário é reajustado somente pela inflação, seguindo o que manda a Constituição.

Teto de gastos para 2021

O teto de gastos do governo para 2021 será de R$ 1,485 trilhão. O valor é baseado no teto deste ano, corrigido pela inflação nos 12 meses que se encerraram em junho.

De acordo com o projeto, ficam faltando R$ 453,715 bilhões para o pagamento de benefícios da Previdência, gastos com pessoal, e outros. A liberação desse dinheiro depende da aprovação de um crédito suplementar pelo Congresso.

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