Orçamento de 2021: Veja qual área ganha mais e qual perde recursos para o ano que vem

 

PONTOS CHAVES

  • Governo define orçamento de 2021
  • Ministério da saúde e educação sofrem cortes alarmantes
  • Forças armadas ganhará 16% a mais em comparação com 2020
  • Ministério da Economia contará com acréscimo de 19%

Orçamento de 2021 é apresentado ao Congresso com queda considerável nas áreas de saúde e educação. Nessa segunda-feira (31), o governo federal enviou o projeto da Lei Orçamentária Anual de 2021. De acordo com o texto, será aplicada uma distribuição de recursos entre os principais órgãos da Esplanada dos Ministérios. Entre os pontos mais polêmicos, está a redução de menos 12% na saúde e 8,61% na educação. Acompanhe os demais gastos.  

Orçamento 2021: Veja qual área ganha mais e qual perde recursos para o ano que vem (Imagem: Google)
Orçamento 2021: Veja qual área ganha mais e qual perde recursos para o ano que vem (Imagem: Google)

Anualmente, o governo federal deve enviar a Lei Orçamentária para poder definir o orçamento de 2021. A ideia é que haja sempre uma redução para que sejam ampliados os investimentos e gatos relacionados a contas de água e luz, manutenção, contratos terceirizados e produtos de uso no dia a dia das repartições 

Outro ponto importante que o governo também deve calcular são os valores destinados ao pagamento de salários e aposentadorias, considerados obrigatórios. Nesse caso, é preciso fazer um levantamento de toda a estimativa de servidores e na sequência definir o que pode e não pode ser editado pelos gestores ao longo do ano.  

Divisão desigual por setor 

Para 2021, os setores que terão os maiores orçamentos será o Ministério da Defesa, o que inclui as Forças Armadas, onde houve um reajuste de 16,16%. Na sequência, o ministério da Economia, com um acréscimo de 19%.  

Mediante aos números, analistas políticos e econômicos estão criticando o fato de que houve um crescimento no valor de armamentos e administração pública, ao mesmo tempo em que foi reduzido os gastos da saúde e educação, mesmo o país vivendo uma das maiores pandemias da história.  

Pela proposta, as áreas contarão com as seguintes quantias em 2021: 

  • Educação: R$ 19,955 bilhões (queda de 8,61%); 
  • Saúde: R$ 16,348 bilhões (queda de 12,13%); 
  • Economia: R$ 12,983 bilhões (aumento de 19%); 
  • Defesa: R$ 11,738 bilhões (aumento de 16,16%). 
Orçamento 2021: Veja qual área ganha mais e qual perde recursos para o ano que vem (Imagem: Google)
Orçamento 2021: Veja qual área ganha mais e qual perde recursos para o ano que vem (Imagem: Google)

Orçamento 2021 dos demais ministérios 

Abaixo, confira os orçamentos já definidos pela administração pública em cada ministério:  

  • Advocacia-Geral da União: de R$ 450 milhões em 2020 para R$ 462 milhões em 2021 (aumento de 2,6%); 
  • Agricultura, Pecuária e Abastecimento: de R$ 2,074 bilhões em 2020 para R$ 2,417 bilhões em 2021 (aumento de 16,53%); 
  • Cidadania: de R$ 2,911 bilhões em 2020 para R$ 2,417 bilhões em 2021 (queda de 17%); 
  • Ciência e Tecnologia: de R$ 3,78 bilhões em 2020 para R$ 2,735 bilhões em 2021 (queda de 27,7%); 
  • Comunicações: o ministério não existia em 2020 e terá 1,577 bilhões em 2021; 
  • Controladoria-Geral da União: de R$ 110 milhões em 2020 para R$ 102,6 milhões em 2021 (queda de 6,72%);  
  • Defesa: de R$ 10,105 bilhões em 2020 para 11,738 bilhões em 2021 (aumento de 16,16%); 
  • Desenvolvimento Regional: de R$ 6,575 bilhões em 2020 para R$ 6,250 bilhões em 2021 (queda de 5%); 
  • Economia: de R$ 10,904 bilhões em 2020 para R$ 12,983 bilhões em 2021 (aumento de 19%); 
  • Educação: de R$ 21,837 bilhões em 2020 para R$ 19,955 bilhões em 2021 (queda de 8,61%); 
  • Infraestrutura: de R$ 7,937 bilhões em 2020 para R$ 8,176 bilhões em 2021 (aumento de 3%); 
  • Justiça e Segurança Pública: de R$ 3,950 bilhões em 2020 para R$ 2,678 bilhões em 2021 (queda de 32,2%); 
  • Meio Ambiente: de R$ 561 milhões em 2020 para R$ 534 milhões em 2021 (queda de 4,8%); 
  • Minas e Energia: de R$ 1,011 bilhão em 2020 para R$ 5,067 bilhões em 2021 (aumento de 401%); 
  • Mulher, da Família e dos Direitos Humanos: de R$ 220,4 milhões em 2020 para R$ 220,6 milhões em 2021 (estável);  
  • Presidência da República: de R$ 968,1 milhões em 2020 para R$ 392 milhões em 2021 (queda de 59,5%); 
  • Relações Exteriores: de R$ 1,499 bilhão em 2020 para R$ 1,783 bilhão em 2021 (aumento de 18,94%); 
  • Saúde: de R$ 18,606 bilhões em 2020 para R$ 16,348 bilhões em 2021 (queda de 12,13%); 
  • Turismo: de R$ 668,1 milhões em 2020 para R$ 661,2 milhões em 2021 (queda de 1%); 
  • Vice-Presidência: de R$ 7,6 milhões em 2020 para R$ 6,5 milhões em 2021 (queda de 14,5%). 

Na mesma sessão também ficou definido o valor do salário mínimo para 2021. O piso nacional tem relação direta com o poder de compra do brasileiro, além de ser usado como referência para pagamentos previdenciários.

O governo estabeleceu R$1.067 como valor para o novo salário, com início em janeiro e pagamento para fevereiro. No cálculo não há ganho real.

Embora a quantia seja R$22 maior que os atuais R$1.045 pagos em 2020, ficou abaixo do programado em abril deste ano, onde a previsão era de R$1.079 para o piso de 2021.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.
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