Comércios de Belo Horizonte furam regras e antecipam reabertura

Reportagem do Estado de Minas Gerais mostra violação das regras de distanciamento social em Belo Horizonte. Mesmo com o decreto da Prefeitura Municipal que determina o funcionamento reduzido e proibição de venda de bebidas alcoólicas a partir desta segunda-feira (24), os proprietários de bares de BH seguem mantendo sua clientela sem segurança. 

Comércios de Belo Horizonte furam regras e antecipam reabertura (Imagem: Google)
Comércios de Belo Horizonte furam regras e antecipam reabertura (Imagem: Google)

Mediante a aprovação da abertura por meio da Associação Brasileira dos Bares, Restaurantes e Lanchonetes (Abrasel), o funcionamento das atividades gera um conflito entre a gestão pública. 

De acordo com o plano de reabertura da prefeitura de Belo Horizonte, os bares só poderão funcionar seguindo uma série de regras.

Ficou determinado que cada cliente deve ser mantido em um distanciamento de 7 metros, bebidas alcoólicas não podem ser vendidas, o expediente só está liberado das 11h até às 15h, as mesas devem ficar expostas em áreas abertas (como calçadas) e precisam ficar separadas por 2,5 metros.

Além disso, a gestão exige ainda que os clientes tenham a temperatura corporal medida, os funcionários precisam estar de máscara o tempo inteiro e é preciso que haja circulação de vento nos ambientes.  

Já pela Abrasel, as normas não são obrigatórias. Segundo o último decreto, qualquer bar pode reabrir as portas e não há limitações quanto ao tempo de funcionamento, produtos vendidos, etc. Fica a encargo de cada região determinar as regras. A falta de alinhamento entre ambos os poderes vem fazendo com que as regras sejam violadas.  

Bares violam regras de distanciamento em Belo Horizonte

Nesse domingo (23), uma reportagem do Estado de Minas flagrou as atividades indevidas no centro da cidade.

Bares da Avenida Brasil, no Bairro Funcionários, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, estavam recebendo seus clientes sem seguir as regras acima. Havia indícios de aglomeração, falta dos equipamentos de segurança e venda de produtos alcoólicos.

É válido ressaltar ainda que a reabertura dessas atividades só estaria autorizada a partir desta segunda-feira (24), o que intensifica ainda mais a violação das normas públicas. Na Praça Savassi, haviam outros pontos boêmios funcionando de forma irregular.  

Com a exibição de jogos de futebol, os clientes se reuniram para assistir a partida tomando cerveja sem máscaras e com mesas lotadas. 

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.
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