Reabertura do comércio de Belo Horizonte anima moradores e vendedores locais. Após passar mais de 100 dias com as portas fechadas, o centro comercial de Belo Horizonte voltou a funcionar na manhã dessa quinta-feira (06). A decisão foi acordada em parceria com a gestão estadual e municipal, levando em consideração o número de infectados pelo novo coronavírus na região.   

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Retorno do comércio em Belo Horizonte lotam ruas do centro da capital
Retorno do comércio em Belo Horizonte lotam ruas do centro da capital (Imagem: Reprodução – Google)
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Com a chegada do covid-19 em Belo Horizonte, ainda em meados do mês de março, o comércio local precisou paralisar totalmente suas atividades. Ao todo, foram 139 dias com as portas fechadas, resultando em um prejuízo econômico imenso para a grande maioria dos vendedores.  

Levando em consideração a necessidade de retomada desse setor, na última semana a prefeitura municipal informou que as lojas poderiam ser reabertas. Entretanto, o funcionamento precisa acontecer com uma redução de pessoas por estabelecimento e também foi diminuído o tempo das atividades. 

Comércio volta com otimismo  

Ao longo da manhã dessa quinta-feira (06), no primeiro dia da retomada, o clima foi de otimismo em grande parte das lojas. As filas começaram a ser formadas uma hora antes da abertura legal, mas respeitando o distanciamento e demais normas.  

Designer de acessórios, Luiza Mariana, estava entre as pessoas que queriam fazer compras na Rua São Paulo. De acordo com ela, ao saber da reabertura, decidiu ir adquirir seus materiais de trabalho para evitar novos fechamentos.   

“Cheguei cedo e pretendo comprar bastante material para trabalhar porque, se fechar de novo, eu já consigo uma reserva”, contou. 

Síndico de uma galeria local, Valter Faustino contou que esperava por esse momento desde o mês de março. Na porta de entrada, seus seguranças estavam controlando o fluxo de clientes e medindo a temperatura de cada um deles.  

“Todos precisarão higienizar as mãos e ter a temperatura medida, e só 300 pessoas poderão estar simultaneamente dentro da galeria”, explicou.  

Já o gerente de uma pequena loja de roupas, Leandro Ferreira, garantiu que a sensação, naquele momento, era de “soltar rojões de felicidade”. 

Mesmo ciente de que não poderia se recuperar de todo o prejuízo tomado, o pequeno empresário disse que o valor arrecadado deverá ser o suficiente para dar um novo fôlego ao seu negócio, principalmente depois de um período tão difícil. Com ar de esperança, afirmou: “é pra gente ver que vai dar tudo certo, que vamos conseguir”, comentou. 

Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco e formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguagens. No mercado de trabalho, já passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de ter assessorado marcas nacionais como a Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.