Os pedidos de seguro desemprego em julho diminuíram 8,8% quando comparado ao mesmo mês do ano passado. Foram 570.543 pedidos este ano, contra 625.605 de julho de 2019. Na comparação com o mês de junho a queda detectada é de 12,7%, já que naquele mês foram 653.174 pedidos.

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Requerimentos do seguro desemprego caem em julho; 66,2% foram online
Requerimentos do seguro desemprego caem em julho; 66,2% foram online (Imagem FDR)
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Estes dados foram comunicados ontem pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

De todos os pedidos realizados no mês de julho, 377.864 (66,2%) foram feitos pela internet, através do portal do governo ou pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital.

Os três estados que registraram o maior número de pedidos foram São Paulo (177.305), Minas Gerais (62.274) e Rio de Janeiro (47.075).

A respeito do perfil dos trabalhadores que pediram o seguro, a maioria foram homens com 60,7% do total de solicitações. As mulheres registraram 39,3%.

A maior parte dos pedidos foram feitos por trabalhadores com idades entre 30 a 39 anos, representando 32,8%. O nível de escolaridade mais presente foi o ensino médio completo, com 59,6%.

Entre os setores econômicos, os pedidos são distribuídos entre serviços (43,3%), comércio (25,7%), indústria (16,1%), construção (10,5%) e agropecuária (4,3%).

No primeiro semestre de 2020, foram registrados um total de 4.521.163 solicitações de seguro-desemprego. O semestre registou alta de 11,1% quando comparado com o mesmo período de 2019 que contou com 4.068.385.

De todos os pedidos de 2020 até o momento, 54,7% (2.474.396) foram feitos pelo site do governo ou pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital.

Valor pago pelo seguro desemprego

O trabalhador demitido recebe entre três e cinco parcelas do seguro. A quantidade muda de acordo com quantas vezes o trabalhador já fez o pedido, e quanto tempo trabalhou antes de ser demitido.

O valor das parcelas do seguro variam entre R$1.045, equivalente ao salário mínimo definido em fevereiro deste ano, até o teto de R$1.813,03.

Para saber o valor, o trabalhador deve fazer um cálculo somando o salário dos três meses antes de ser demitido e dividir o total por três. Se o resultado da média salarial para o cálculo do seguro desemprego for:

  • Até R$ 1.599,61: multiplica-se o salário médio por 0,8 (80%)
  • De R$ 1.599,62 a R$ 2.666,29: o que exceder R$ 1.599,61 será multiplicado por 0,5 (50%) e somado a R$ 1.279,69
  • Acima de R$ 2.666,29: a parcela será de R$ 1.813,03

Já para pescadores, empregados domésticos e resgatados, o valor é de no máximo um salário mínimo em qualquer situação.

Paulo Henrique Oliveira, formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo, atua como do redator do portal FDR produzindo matérias sobre economia em geral e também como repórter do site Aparato do Entretenimento cobrindo o mundo da TV e das artes.