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A Caixa Econômica Federal (CEF) anunciou que seus clientes que tiverem um imóvel quitado, poderão utilizá-lo como garantia para empréstimos. A medida passa a funcionar a partir de segunda-feira, dia 3, e o crédito pode ser de até 60% do valor do bem. Segundo o banco, a estimativa é que a linha de crédito utilize mais de R$ 40 bilhões nos próximos anos.

Caixa anuncia nova linha de crédito com garantia de imóvel
Caixa anuncia nova linha de crédito com garantia de imóvel (Montagem/ FDR)
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Vale ressaltar que podem ser utilizados imóveis residenciais e comerciais. O pagamento poderá ser feito em até 180 meses, mais precisamente, 15 anos. Já as taxas de juros são variáveis, pois dependem do valor e do prazo para quitação do financiamento.

Quais as ofertas na linha de crédito?

Existem três ofertas de juros nessa modalidade de empréstimo. São elas:

  • Taxa fixa, sendo a mais baixa de 0,8% ao mês, para clientes com conta no banco
  • TR (Taxa Referencial), atualmente zerada, mais juros a partir de 0,7% ao mês
  • IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), mais juros a partir de 0,6% ao mês

É importante salientar que a modalidade de juros escolhida pode influenciar no valor liberado para empréstimo. Aqueles que optarem pelo IPCA, poderão ter acesso à até 50% do valor do imóvel, já os demais podem conseguir 60%.

No Brasil, a modalidade de empréstimos com imóveis como garantia, estão em R$ 11 bilhões.

Desse valor, mais de R$ 3 bilhões são realizados pela Caixa. De acordo com o presidente da instituição, Pedro Guimarães, existe um espaço maior para o crescimento desse mercado.

“As novas condições têm como objetivo trazer maior atratividade do produto ao cliente, sendo uma linha de crédito comercial com taxas de juros menores e prazos maiores. É uma excelente oportunidade para as famílias realizarem investimentos ou readequarem seu endividamento de curto prazo, que possui juros mais altos”, afirmou.

Cuidados

O cliente precisa entender que, por ser de garantia, o banco pode tomar o imóvel em caso de inadimplência. Isso porque, a falta de pagamento se caracteriza em quebra de contrato.

O ideal é que o consumidor analise bem o contrato e as propostas antes de definir se vai ou não utilizar a linha de crédito oferecida.

Bartira Araújo é formada em Jornalismo pela pela Universidade Santa Cecília. Já trabalhou como analista de comunicação em uma agência de tecnologia e marketing e atualmente é redatora do portal FDR.