Vale a pena optar pela prorrogação do financiamento de imóvel? Veja prós e contras!

Prorrogação de financiamento de imóvel tem sido adotada como forma de economia na crise. Na última semana, as principais instituições financeiras informaram que estarão aumentando os prazos dos pagamentos de seus empréstimos. Para quem financiou um imóvel, a possibilidade de manter as parcelas congeladas se estendeu até o mês de outubro. No entanto, antes de aderir a modalidade é preciso ficar atento aos seus riscos.  

Vale a pena optar pela prorrogação do financiamento de imóvel? Veja prós e contras! (Imagem: Reprodução - Google)
Vale a pena optar pela prorrogação do financiamento de imóvel? Veja prós e contras! (Imagem: Reprodução – Google)

O serviço de paralisação temporária do financiamento foi adotado pelos bancos como forma de ajudar os clientes mediante a crise do novo coronavírus.

Por meio dele, o mutuário pode suspender suas cobranças dentro de um prazo de até 6 meses. Os valores ‘atrasados’ passarão a ser pagos nas parcelas finais, sob uma correção de juros.  

Juros tornam financiamento inseguros 

Sobre as formas em que a cobrança das parcelas paralisadas acontecerá, é preciso ficar atento. Há uma incidência de juros em cima dessa prorrogação, mas os bancos não têm o direito de aumentar o valor total do imóvel. As correções devem ser feitas apenas a partir das taxas de serviço, com base nas aplicações do atual cenário econômico.  

Desse modo, antes de dar entrada na solicitação do adiamento, é preciso primeiro entrar em contato com a instituição bancária e conferir todos os valores extras que serão acrescentados.

Nos últimos dias, o Instituto de Defesa Coletiva (IDC) entrou com uma ação civil pública contra a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), alegando que os dados estavam sendo omitidos e que os bancos estavam apresentando tarifas acima do legal.  

— Os bancos levaram a crer que não havia custo na postergação, quando, na verdade, há incidência de juros sobre essas parcelas — afirma Lillian Salgado, presidente do comitê técnico do IDC. 

A Caixa Econômica, até o momento a instituição com o maior número de contratos, levou um processo mediante a cobrança elevada dos juros.

Em nota, sua assessoria explicou que: “durante o período de pausa, o contrato não está isento da incidência de juros remuneratórios, seguros e taxas. Os valores dos encargos pausados são acrescidos ao saldo devedor do contrato e diluídos no prazo remanescente. A taxa de juros e o prazo contratados inicialmente não sofrem alteração”. 

 

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestra em ciências da linguagem pela Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo na mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.