Financiamento imobiliário da Caixa foi prorrogado; veja como contratar e se vale a pena

PONTOS CHAVES

  • Caixa prorroga prazos de pagamentos de seus financiamentos
  • Clientes devem aderir a nova solicitação pelos canais de atendimento
  • Demais instituições bancárias também renegociam suas datas

Em meio à crise do novo coronavírus, brasileiros ganham novos prazos para quitar seus débitos bancários. Nessa semana, a Caixa Econômica Federal informou que estará prorrogando a suspensão da cobrança dos financiamentos da casa própria. De acordo com a instituição, a decisão leva em consideração o momento de instabilidade econômica com a pandemia presente ainda em todo o território nacional. 

Financiamento imobiliário da Caixa foi prorrogado; veja como contratar e se vale a pena (Imagem: Reprodução - Google)
Financiamento imobiliário da Caixa foi prorrogado; veja como contratar e se vale a pena (Imagem: Reprodução – Google)

Quem está com um financiamento em aberto na Caixa, acaba de ganhar mais dois meses de prorrogação. Inicialmente, a instituição bancária tinha suspendido as cobranças por quatro meses, mas decidiu prorrogar a proposta por seis meses.

O novo prazo começará a ser contabilizado a partir da próxima segunda-feira (27), e deverá ser solicitado pelo cliente.  

Como prorrogar o financiamento  

Apesar da medida já estar em andamento, os clientes da Caixa que quiserem estender o prazo ainda assim precisão informar a instituição o desejo de manter com a cobrança suspensa. Para isso, será preciso entrar em contato com o atendimento do banco pelos números 3004-1105 e o 0800 726 0505, escolhendo a opção 7.  

Se desejar renegociar contratos, o número para agendamento é o telefone 0800 726 8068, opção 2 – 4. Por fim, há também a chance de fazer a renegociação pelo aplicativo Habitação Caixa, disponível em telefones IOS e Android.  

Balanço da Caixa 

De acordo com a Caixa, até o momento mais de 2,4 milhões de contratos foram prorrogados. A decisão reflete na suspensão de aproximadamente R$ 8,6 bilhões em parcelas. O banco informou ainda que sua previsão de refinanciamento é de mais R$ 4,46 bilhões com a adesão dos próximos dois meses.  

“Mais de 2 milhões de brasileiros pediram essa pausa pelo aplicativo o que demonstra essa maneira tecnológica e ágil da Caixa Econômica Federal. Seria impraticável essa pausa nas agências, teríamos aglomerações fortes”, diz o presidente da Caixa, Pedro Guimarães. 

A primeira suspensão da Caixa ocorreu no dia 19 de março, dentro de um prazo de dois meses. No entanto, em 9 de abril aumentou o tempo para três meses. No dia 9 de maio, o presidente decidiu estender por 120 dias, considerando os efeitos da pandemia. Agora prolongou até outubro.  

Quem pode solicitar a pausa do financiamento 

O serviço de suspensão temporário das parcelas é disponível para os clientes que, durante os últimos meses, estavam com as prestações em dia. Não é possível concede-lo para pessoas já com débitos anteriores a pandemia.  

Aderência em outros bancos 

É válido ressaltar que, além da Caixa há outras instituições bancárias também disponibilizando a prorrogação, tendo em vista que sua aceitação foi feita mediante um acordo do governo federal com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). 

Financiamento imobiliário da Caixa foi prorrogado; veja como contratar e se vale a pena (Imagem: Reprodução – Google)

Até o momento, mais de 600 mil contratos de clientes pessoa física e pequenas e médias empresas do Itaú Unibanco, por exemplo, foram suspensos. O valor acumulado pela instituição é foi de aproximadamente R$ 20 bilhões, dentro de um prazo de dois meses.  

No Bradesco, a pausa temporária é de 120 dias, disponível não só para financiamento de imóveis, como também para parcelas de empréstimos. Inicialmente, o tempo era de 60 dias, mas foi prorrogado.  

Já no Banco do Brasil, a suspensão inicial era para duas parcelas, mas agora há renegociação está disponível para as próximas quatro. Ou seja, os clientes têm um total de seis meses com as cobranças paralisadas.  

Por fim, o Santander paralisou aproximadamente 55 mil contratos, mas não anunciou a prorrogação dos prazos. Segundo a instituição, sua administração ainda está avaliando a realidade de seus clientes para decidir os novos prazos.  

Vale a pena aderir a pausa do financiamento?  

Antes de solicitar o serviço, analistas econômicos recomendam que você entre em contato com o banco e estude todas as taxas que serão aplicadas pelo tempo paralisado.

É preciso ponderar se o valor a ser pago no futuro será mais benéfico do que o concedido atualmente. No entanto, no caso de ausência financeira total, a oportunidade deve ser adotada como forma de respiro para uma recuperação e reorganização mediante a crise.  

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestra em ciências da linguagem pela Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo na mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.