Após sugerir o novo Bolsa Família, Guedes trabalha no ‘IR negativo’

Reformulações nos projetos sociais são o novo foco do ministério da economia. Nas últimas semanas, o ministro Paulo Guedes vem concedendo uma série de entrevistas falando sobre as reformas que aplicará em programas como o Bolsa Família. De acordo com o gestor, as ações tem como finalidade proporcionar maior segurança e desenvolvimento para os brasileiros em situação de vulnerabilidade. 

Após sugerir o novo Bolsa Família, Guedes trabalha no 'IR negativo' (Imagem: Reprodução - Google)
Após sugerir o novo Bolsa Família, Guedes trabalha no ‘IR negativo’ (Imagem: Reprodução – Google)

De acordo com Guedes, os novos projetos sociais do governo deverão beneficiar cerca de 38 milhões de brasileiros ‘invisíveis’. A nomenclatura, ainda segundo o ministro, diz respeito as pessoas que não são seguradas pelo Bolsa Família e estão fora do mercado de trabalho.  

Dessa forma, com o fim do auxílio emergencial, o projeto chamado Renda Brasil ocupará o lugar do Bolsa Família e deverá liberar cerca de R$ 300 mensais para esse grupo.

Além de conceder verba, haverá também injeção no mercado de trabalho e alterações no Impostos de Renda.  

Em entrevista à rádio Jovem Pan, Guedes afirmou que as novas políticas públicas já estão sendo desenhadas e deverão ser publicadas em breve.  

Novo Bolsa Família 

Chamado de Renda Brasil, o novo Bolsa Família permitirá que os cadastrados recebam valores entre R$ 250 e R$ 300 a cada mês.

A quantia exata ainda não foi determinada pelo ministério da economia, que alegou estar contabilizando os valores presentes nos cofres públicos.  

Para que funcione, o Renda Brasil fará uma fusão entre o Bolsa Família, o abono salarial e outros projetos sociais, de modo que crie uma espécie de carteira de pagamento única aos segurados. É importante ressaltar que, quem atualmente recebe valores desses benefícios, continuará na lista de depósitos.  

Novo programa de emprego 

Outro ponto divulgado até o momento foi que, diferentemente do Bolsa Família, os segurados do Renda Brasil poderão atuar no mercado de trabalho.

Para eles, o contrato acontecerá por meio da carteira verde e amarela, que tem como finalidade tornar os servidores mais baratos para as grandes empresas e assim incentivar sua aceitação.  

— Não tem um empregador — observou Guedes. — E não tem sentido cobrar encargo de quem não tem empregador. 

IR negativo 

Tendo em vista que esse público estará atuando no mercado, o ministro deseja também criar um IR negativo. Trata-se de um regime tributário onde os segurados terão acesso a 20% dos valores contabilizados ao longo de seu tempo de serviço.  

A proposta, de acordo com Guedes, ainda está sendo estudada para saber se o poder público poderá custear esse acréscimo. Ele seria aplicada apenas para pessoas que recebem até R$ 1 mil e se enquadrem dentro do programa.  

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.