Cresce em 123% número de pedidos de benefícios por incapacidade no INSS

Dados do INSS mostram que durante a pandemia o número de solicitações de auxílio por incapacidade cresceu em 123%. De acordo com um levantamento realizado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), mais de 545,9 mil pessoas deram entrada em análises como o auxílio doença.   

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Cresce em 123% número de pedidos de benefícios por incapacidade no INSS (Imagem: Reprodução - Google)
Cresce em 123% número de pedidos de benefícios por incapacidade no INSS (Imagem: Reprodução – Google)

Até o mês de fevereiro, o órgão recebia em média 244,8 mil processos para a categoria. No entanto, com a proliferação do novo coronavírus houve uma expansão. 

Os auxílios por incapacidade, como o auxílio doença, são liberados para pessoas que ficam impossibilitadas de exercerem suas atividades trabalhistas por algum motivo de saúde.

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Acidentes ou até mesmo doenças crônicas passam a ser custeados pelo INSS para garantir que o cidadão mantenha uma renda mínima.  

Desse modo, com o país vivendo uma das maiores crises sanitárias da história, graças a proliferação do covid-19, as infecções vem fazendo com que os trabalhadores se afastem das empresas e assim solicitem os recursos financeiros promovidos pelo INSS 

Segundo os dados do TCU, 90% dos processos em avaliação por incapacidade são destinados ao auxílio doença. Um dos motivos, de acordo com a gestão do tribunal, foi a decisão do presidente Jair Bolsonaro de antecipar os valores mensais de R$ 1.045 durante 90 dias.  

Mediante ao pagamento adiantado das parcelas, mesmo sem a conclusão do laudo médico, os beneficiários passam a ter acesso de forma mais imediata a quantia. Apesar de parecer positiva, a decisão representa um risco para a gestão do INSS que pode ter gastos com auxílios solicitados indevidamente.  

Redução nas filas de análise do INSS

O TCU ainda mostrou que, com o fechamento das unidades presenciais do INSS, o número de pedidos em análise foi reduzido em quase 8,4%.

De acordo com o ministro Bruno Dantas, relator do caso, a iniciativa de manter as agências fechadas para evitar a contaminação do covid-19 permitiu que os servidores tivessem mais tempo para se dedicar aos processos. 

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“O que se detectou nessa situação foi que, como as agências do INSS foram praticamente fechadas os funcionários que estavam alocados nesse atendimento estão trabalhando no processamento dos benefícios, o que ajudou a reduzir a fila”, afirmou. 

Dos 1.603.354 que precisavam ser verificados em fevereiro, apenas 1.147.021 restaram para o mês de maio, fazendo com que o tempo de resposta caísse de 118 dias para 79 dias. 

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“Não é que o atendimento do INSS melhorou, é preciso frisar isso, a fila está sendo reduzida por outras circunstancias”, disse. 

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