Crivella apresenta plano de flexibilização da quarentena no Rio: entenda como funcionará

PONTOS CHAVES

  • Retomada da economia começa nesta terça-feira (2) na cidade do Rio
  • O processo foi liberado em fases de liberação
  • Alguns pontos importantes são considerados para a retomada 

Começou hoje (2), a aplicação do plano de retomada da economia na cidade do Rio de Janeiro, anunciado pelo prefeito Marcelo Crivella. No plano consta a liberação de caminhadas no calçadão e práticas esportivas individuais no mar, por exemplo, natação ou surfe, a reabertura de centros religiosos e de lojas de móveis e automóveis. Conheça mais detalhes:

Crivella apresenta plano de flexibilização da quarentena no Rio: entenda como funcionará
Crivella apresenta plano de flexibilização da quarentena no Rio: entenda como funcionará (Imagem: Reprodução/Diário do Rio)

O plano de reabertura ainda proíbe o aluguel de barracas de praia e o banho de mar. As únicas atividades no mar liberadas são as esportivas.

Serão seis fases de flexibilização que a princípio terminam em agosto, porém tudo depende da evolução ou regressão dos casos de coronavírus e a capacidade de leitos na cidade. Estas informações vão ser coletadas diariamente. Caso seja necessário, as fases podem ser regredidas.

Sobre as aulas presenciais nas escolas, elas estão a princípio programadas para retornarem em julho, primeiro para as turmas do quinto ao nono ano com restrições de turma, e ainda com um rodízio de alunos mesmo após o fim do plano de retomada.

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Serviços e atividades já autorizadas

  • Caminhadas no calçadão e atividades esportivas na água, como surfe. As atividades na areia, como escolinhas, permanecem proibidas
  • Atividades em templos religiosos com o respeitado as normas para evitar aglomerações;
  • Lojas de movéis e automóveis, porém os feirões continuam proibidos.

Fila em UTI serão consideradas

O prefeito disse que as filas de espera em UTIs na rede pública municipal serão um fator importante na tomada de decisões sobre a reabertura.

Os pacientes que ainda esperam para ser internados estão aguardando a vaga por outras razões como a espera de ambulância para a transferência. Na capital, a espera por uma vaga de UTI á chegou a cerca de 500 leitos.

Crivella afirmou que as medidas foram conversadas e decididas em comum acordo com o governo do estado. Fernando Ferry também participou da reunião com a comunidade científica. O governador Wilson Witzel participou das tomadas de decisão.

Sobre a reabertura de centros religiosos que estão proibidos por decisão judicial, Crivella disse que pretende discutir com a justiça todos os detalhes da nova regulamentação.

“Prolongar o isolamento pode trazer benefícios para evitar a Covid-19. Mas nós registramos aumento de casos de mortes de outras comorbidades como cardiopatias, câncer e  porque os pacientes suspenderam o tratamento e não têm ido às unidades de saúde. Constatamos isso ao fazermos um estudo comparando óbitos por comorbidades este ano com o mesmo período de 2019, quando não  havia isolamento social. Esse número aumenta a medida que o distanciamento social se prolonga. Isso mostra que chega um determinado momento que o afastamento social gera efeitos colaterais”, disse Crivella.

Porém, o prefeito pediu para que as pessoas incluídas em grupos de risco como os idosos, permaneçam em casa.

Flavio Graça, superintendente de Educação e Projetos da Vigilância Sanitária, explicou o funcionamento de parte do plano. Ele disse que o processo de retomada vai ser acompanhado considerando a taxa de ocupação de leitos por cada 100 mil habitantes e o número de óbitos por semana. Caso não aconteçam grandes mudanças nas curvas da doença, cada avanço de fase acontece a cada 15 dias.

Para reavaliar as datas de reabertura, fatores como a relevância econômica para gerar empregos e a possibilidade de funcionamento com ou sem o uso de máscaras, foram considerados. A divisão em seis fases foi uma medida de cautela segundo Flavio.

Mais detalhes importantes na reabertura do Rio

Outros fatores importantes para definir a reabertura são os serviços de retaguarda, como a infraestrutura oferecida pelas UPAs, que servirá de apoio caso aconteça um aumento de casos, que é possível que aconteça com a reabertura das atividades e mais pessoas circulando.

A primeira fase libera o funcionamento apenas dos serviços essenciais. Já na segunda os shoppings podem voltar a funcionar com redução de um terço da quantidade de vagas nos estacionamentos, e a restrição de uma pessoa a cada quatro metros quadrados.

A fase 1 também autoriza os parques púbicos a funcionarem apenas para prática de atividades físicas. O aluguel de barracas de praia, acontecem apenas na quinta fase.

A terceira fase, libera as lojas de rua que causam um maior número de pessoas no transporte público. Os salões de beleza também podem abrir nesta fase com marcação de horários.

Os pontos turísticos reabrem na quarta fase, limitado a capacidade a apenas um terço. Na quinta fase, dois terços e por fim, na sexta fase, a lotação total será liberada.

As atividades culturais como cinemas e teatros voltam na fase 4, com limite de um terço da capacidade.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira, formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo, atua como do redator do portal FDR produzindo matérias sobre economia em geral e também como repórter do site Aparato do Entretenimento cobrindo o mundo da TV e das artes.
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