A digitalização do transporte público avança no Brasil em 2026, com bilhetagem por aplicativo, QR Code e carteiras virtuais.
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Porém, apesar dos ganhos em eficiência, a mudança levanta um alerta importante: parte da população pode ficar excluída.
Entender quem são os mais afetados e como se preparar é essencial para garantir acesso universal ao sistema.
Quem pode ser excluído do transporte público digital?
A adoção de plataformas digitais tende a impactar grupos específicos, principalmente aqueles com menor acesso à tecnologia.
Idosos
Muitos idosos enfrentam dificuldades com:
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Uso de smartphones
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Instalação de aplicativos
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Autenticações digitais
Além disso, o receio de golpes também reduz a adesão.
Pessoas de baixa renda
Entre os principais obstáculos estão, sobretudo:
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Falta de celular compatível
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Internet móvel limitada
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Custos com planos de dados
Assim, o transporte digital pode se tornar uma barreira financeira indireta.
Pessoas com deficiência
A exclusão pode ocorrer quando aplicativos:
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Não possuem leitores de tela adequados
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Têm baixo contraste visual
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Não oferecem comandos acessíveis
Deficiências visuais, auditivas e cognitivas são as mais impactadas.
Moradores de áreas rurais e periféricas
Nessas regiões, ainda é comum, por exemplo:
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Sinal instável de internet
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Baixa cobertura 4G/5G
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Falhas frequentes de conexão
Sem acesso contínuo, o uso digital se torna inviável.
Como se preparar para a digitalização do transporte público?
A transição pode ser positiva, porém, deve vir junto com as políticas inclusivas.
Manter alternativas não digitais
Especialistas defendem:
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Cartões físicos recarregáveis
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Pagamento em dinheiro
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Bilhetes tradicionais
Essas opções evitam exclusão imediata.
Investir em educação digital
Programas públicos podem oferecer:
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Oficinas em terminais
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Cursos gratuitos em CRAS e escolas
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Atendimento presencial para cadastro em apps
Isso reduz a dependência de familiares.
Facilitar o acesso à tecnologia
Algumas medidas possíveis:
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Chips com internet social
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Planos móveis com tarifa reduzida
Essas ações já existem em projetos pilotos em algumas capitais.
Garantir acessibilidade nos aplicativos
Plataformas devem seguir padrões como:
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Compatibilidade com leitores de tela
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Interface simplificada
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Opções por comando de voz
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Textos ampliados
Isso, sem dúvida, amplia o alcance do sistema.
Ampliar a infraestrutura de internet
Sem conectividade, não há transporte digital funcional. Portanto, investimentos em cobertura móvel seguem sendo prioridade.
De fato, o transporte público digital pode reduzir filas, custos operacionais e fraudes.
Sem políticas de inclusão, no entanto, o avanço tecnológico pode ampliar desigualdades.
O desafio para 2026 não é apenas modernizar, mas garantir que ninguém fique sem acesso ao direito básico de ir e vir.
