Antes dos smartphones dominarem o mercado, os celulares Nokia conhecidos como “tijolões” representavam o auge da tecnologia móvel. Resistentes, confiáveis e com bateria quase infinita, esses aparelhos tinham peso econômico relevante na época. Mas quanto eles valeriam hoje, se fossem lançados como tecnologia de ponta em 2026? A resposta passa por inflação, poder de compra e comparação com os atuais topos de linha.
Quanto custava um Nokia “tijolão” quando foi lançado?
Os modelos mais icônicos da Nokia, como o 3310, o 5110 e o 6110, chegaram ao mercado no fim dos anos 1990 e início dos anos 2000.
Na época, o preço médio desses aparelhos no Brasil variava entre R$ 400 e R$ 700. O dado mais importante, porém, está no contexto econômico: o salário mínimo girava em torno de R$ 200.
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Isso significa que um Nokia “tijolão” custava, em média, de dois a três salários mínimos, algo impensável para um celular considerado “simples” nos padrões atuais.
Qual seria o valor corrigido para 2026?
Atualizando essa relação para os dias atuais, com o salário mínimo na faixa de R$ 1.400 a R$ 1.500, o cálculo fica mais claro.
Dois salários mínimos hoje equivalem a aproximadamente R$ 2.800, enquanto três salários passam de R$ 4.200. Assim, apenas pela correção de poder de compra, um Nokia “tijolão” lançado hoje custaria entre R$ 3.000 e R$ 4.500.
Esse valor, entretanto, representa quanto o aparelho pesaria no bolso do consumidor moderno, mantendo a mesma relevância econômica que tinha em seu lançamento original.
E se o “tijolão” fosse a tecnologia mais avançada do mercado?
Nos anos 2000, a Nokia liderava o setor global de telefonia móvel. Seus aparelhos eram sinônimo de inovação, durabilidade e status. Hoje, esse papel é ocupado por modelos como iPhone Pro, Galaxy S Ultra e outros smartphones premium.
No Brasil, esses dispositivos são vendidos entre R$ 7.000 e R$ 10.000. Se o Nokia “tijolão” fosse lançado hoje como o celular mais avançado do mundo, com liderança absoluta em tecnologia, ele provavelmente estaria posicionado na mesma faixa.
Nesse cenário, portanto, preço de lançamento ficaria entre R$ 6.000 e R$ 8.000, reforçando seu status de produto premium, e não de entrada.
Por que essa comparação faz sentido?
Apesar da simplicidade visual, o “tijolão” era um produto revolucionário em sua época. Ele, inclusive, entregava o que havia de melhor em sinal, bateria e confiabilidade.
Ajustar seu valor para os padrões atuais ajuda a entender como a percepção de preço muda com o avanço tecnológico.
Hoje, o que parece básico era, no passado, luxo e inovação.
Se fosse lançado hoje mantendo seu peso econômico original, um Nokia “tijolão” custaria entre R$ 3.000 e R$ 4.500. Já como tecnologia de ponta, o valor poderia facilmente chegar a R$ 6.000 ou mais, mostrando que ele sempre esteve mais próximo dos smartphones premium do que dos modelos populares.
