Mordidas frequentes em gatinhos filhotes preocupam muitos tutores. No entanto, especialistas em comportamento felino explicam que esse hábito é comum nos primeiros meses de vida.
O comportamento está ligado ao desenvolvimento físico, social e instintivo do animal. Ainda assim, aprender a diferenciar brincadeira de agressividade é essencial para evitar problemas no futuro.
Por que gatinhos filhotes mordem tanto?
Segundo veterinários e comportamentalistas, morder faz parte do aprendizado natural do filhote.
Primeiramente, o gatinho usa a boca para explorar o ambiente, assim como bebês humanos usam as mãos. Além disso, durante as brincadeiras, ele treina o instinto de caça, essencial para a espécie.
Outro fator importante é a dentição. Entre 2 e 6 meses, ocorre a troca dos dentes de leite, o que causa coceira e desconforto na gengiva. Por isso, morder ajuda a aliviar essa sensação.
Especialistas da Purina e da VCA Hospitals destacam ainda que filhotes separados precocemente da mãe podem morder mais forte, pois não aprenderam com os irmãos os limites da brincadeira.
Quando as mordidas deixam de ser normais?
Apesar de comum, o comportamento exige atenção quando passa do limite. O alerta surge se o filhote:
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Morde com força excessiva.
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Ataca sem estímulo de brincadeira.
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Rosna ou demonstra medo constante.
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Mantém o comportamento mesmo após os 8 meses.
De acordo com orientações da Humane Society, nesses casos é recomendado procurar um veterinário ou especialista em comportamento felino para descartar dor, estresse ou problemas de socialização.
Como especialistas recomendam corrigir o hábito?
A correção deve ser feita sem punições físicas. Afinal, veterinários orientam:
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Interromper imediatamente a brincadeira ao receber uma mordida.
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Redirecionar a atenção para brinquedos próprios.
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Repetir sempre a mesma reação para ensinar limites.
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Estimular brincadeiras diárias para gastar energia acumulada.
Com consistência, o filhote aprende que morder encerra a interação.
Mordidas em gatinhos filhotes são normais e fazem parte do desenvolvimento. No entanto, ensinar limites desde cedo evita problemas na fase adulta.
Com orientação correta, brinquedos adequados e paciência, o comportamento tende a desaparecer naturalmente.





