O Bolsa Família terá reajuste de 15,04% a partir da folha de outubro.
O valor mínimo garantido por família sobe de R$ 600 para R$ 691, e o benefício médio estimado passa de cerca de R$ 675 para R$ 777.
Os novos valores começam a ser pagos em 19 de outubro.
A mudança alcança a estrutura do programa, não apenas um adicional isolado.
Por isso, o programa recalculará cada parcela com as novas referências, e o resultado continuará variando conforme a composição de cada família.
Valores do Bolsa Família mudam em outubro
O reajuste alcança os componentes que formam o benefício.
A atualização altera tanto o piso familiar como os adicionais calculados de acordo com a quantidade e o perfil dos integrantes da casa.
Assim, o reajuste aparece em diferentes partes do cálculo.
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Famílias maiores ou com integrantes que dão direito a adicionais podem superar o piso, mas cada composição familiar produz um cálculo próprio.
Reajuste usa inflação acumulada desde 2023
O Decreto nº 13.120, de 17 de setembro de 2026 formalizou a mudança.
O cálculo considera a variação acumulada do INPC entre março de 2023 e agosto de 2026 e marca a primeira atualização pela inflação desde a retomada do atual modelo do programa, em 2023.

A legislação do Bolsa Família permite atualizar os valores e prevê correções periódicas.
Na prática, a medida recompõe parte da perda de poder de compra acumulada e muda a referência usada para calcular a folha a partir do próximo mês.
O percentual de 15,04% funciona como base da atualização definida pelo governo.
Com isso, os componentes passam a ter novas quantias nominais já na competência de outubro.
R$ 777 é média estimada, não valor igual para todos
O número de R$ 777 representa uma estimativa de benefício médio após o reajuste.
Isso não significa que todas as famílias receberão essa quantia.
O pagamento final depende da composição da casa e dos adicionais aplicáveis a crianças, adolescentes, gestantes e nutrizes.
O Benefício de Renda de Cidadania, por exemplo, passa a R$ 164 por integrante.
O adicional da Primeira Infância sobe para R$ 173 por criança de até 6 anos, e o Benefício Variável Familiar vai a R$ 58 por pessoa que se enquadre nas regras.
O Benefício Complementar continua garantindo que a soma não fique abaixo de R$ 691.
Novo piso entra na folha paga a partir de 19 de outubro
As famílias não precisam fazer um pedido específico para receber o reajuste.
O novo cálculo entra na folha de outubro para os beneficiários que continuarem elegíveis ao programa.
A liberação segue o calendário mensal, organizado pelo final do NIS.
Antes do próximo pagamento, a consulta pelos canais oficiais ajuda a confirmar o valor calculado para cada família.
Assim, o beneficiário consegue diferenciar o piso de R$ 691 da média estimada de R$ 777 e conferir quanto terá disponível na própria parcela.
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