A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, segundo a PNAD Contínua.
É o menor percentual para trimestres terminados em julho desde o início da série histórica, em 2012.
O país tinha cerca de 5,8 milhões de pessoas desocupadas.
Na comparação com o trimestre de fevereiro a abril, quando a taxa estava em 5,8%, houve redução de 0,5 ponto percentual.
Além diss, também teve uma queda de aproximadamente 503 mil pessoas no contingente de desempregados.
Desemprego em queda: população ocupada bate recorde de 103,3 milhões
Ao mesmo tempo em que o desemprego caiu, a população ocupada chegou a 103,3 milhões de pessoas, o maior número da série histórica.
O avanço foi de 1% frente ao trimestre usado pelo IBGE para comparação, com cerca de 1 milhão de trabalhadores a mais.
O número de empregados do setor privado com carteira assinada também alcançou recorde, chegando a 39,4 milhões.
Já a força de trabalho, que reúne pessoas ocupadas e aquelas que procuram emprego, foi estimada em 109,2 milhões.
| Indicador | Mai-jun-jul/2026 | Referência anterior |
|---|---|---|
| Taxa de desemprego | 5,3% | 5,8% em fev-mar-abr/2026 |
| Desocupados | 5,8 milhões | 6,3 milhões |
| Subutilização | 13,0% | 13,8% |
Informalidade ainda alcança 38,8 milhões
Apesar do recorde de trabalhadores com carteira, a informalidade permaneceu elevada.
A taxa ficou em 37,5% da população ocupada, equivalente a cerca de 38,8 milhões de trabalhadores informais.
No trimestre encerrado em abril, a proporção era de 37,2%.
A taxa de subutilização, que considera também pessoas que trabalham menos horas do que gostariam e parte da força de trabalho potencial, caiu para 13%.
A população subutilizada foi estimada em 14,9 milhões, recuo de 819 mil pessoas no trimestre.
Renda média fica estável em R$ 3.762
O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.762.
O valor foi considerado estável na comparação trimestral, com variação de -0,7%, mas cresceu 3,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A massa de rendimento real habitual chegou a R$ 383,5 bilhões, a maior da série histórica.
Entre os setores pesquisados, a Construção foi o único grupamento com crescimento significativo da ocupação no trimestre, com alta de 5,1% e acréscimo de aproximadamente 371 mil trabalhadores.
O recuo do desemprego também veio acompanhado de menor número de desalentados.
Esse grupo, formado por pessoas que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar uma ocupação, ficou em cerca de 2,3 milhões, com queda relevante no trimestre.
Na comparação anual, a taxa de desemprego também melhorou: passou de 5,6% no trimestre de maio a julho de 2025 para 5,3% em 2026.
O resultado reforça um mercado de trabalho com ocupação recorde, embora a renda tenha mostrado estabilidade no recorte mais recente.
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