Quem usa o CAIXA Tem pode receber até R$ 6.220 por conta vinculada do FGTS por meio do Saque Calamidade, desde que cumpra as regras da modalidade.
Ter o aplicativo, sozinho, não garante o dinheiro: o trabalhador precisa ter saldo no FGTS e morar em área habilitada após um desastre natural.
O valor pode ser enviado para uma conta da Caixa, inclusive a Poupança Social Digital acessada pelo CAIXA Tem, ou para conta de outro banco.
Por isso, trabalhadores que passaram por enchentes, alagamentos, vendavais ou outros eventos reconhecidos devem verificar se o município aparece na relação vigente do FGTS.
Quem pode ter até R$ 6.220 disponíveis?
O Saque Calamidade atende trabalhadores que tiveram a residência atingida por desastre natural em município oficialmente reconhecido e habilitado.
Além disso, é necessário possuir saldo em uma ou mais contas vinculadas do FGTS.
O teto de R$ 6.220 vale para cada conta, mas o saque fica limitado ao dinheiro efetivamente disponível.
Assim, uma conta com R$ 2 mil de saldo libera, no máximo, R$ 2 mil.
Se o trabalhador tiver mais de uma conta elegível, a análise considera cada uma separadamente.
- ter saldo disponível no FGTS;
- residir em área atingida e habilitada;
- respeitar o prazo definido para o município;
- apresentar os documentos exigidos pela Caixa.
O dinheiro cai automaticamente no CAIXA Tem?
Não. Primeiro, o trabalhador precisa solicitar o saque pelo aplicativo FGTS.
Durante o pedido, ele escolhe a conta em que deseja receber o valor aprovado.
Entre as opções está a Poupança Digital CAIXA Tem, mas também é possível indicar uma conta de outra instituição financeira sem custo.
Esse detalhe evita uma confusão comum:
- o benefício não aparece automaticamente apenas porque a pessoa possui CAIXA Tem.
O aplicativo funciona como uma das formas de recebimento, enquanto a análise e a solicitação acontecem no App FGTS.
Como conferir se o município ainda está no prazo?
A relação de cidades habilitadas muda conforme novos reconhecimentos entram e prazos antigos terminam.
Nesta semana, por exemplo, há municípios com encerramento de solicitação já nos próximos dias.
Portanto, o trabalhador deve consultar a opção de Calamidade Pública no App FGTS antes de separar a documentação.
Se a cidade estiver disponível, o sistema pede o endereço atingido e os comprovantes.
Normalmente, o trabalhador envia documento de identificação, selfie e comprovante de residência emitido até 120 dias antes da decretação da calamidade.
O que fazer se não houver comprovante no próprio nome?
A Caixa aceita alternativas em situações previstas.
O trabalhador pode apresentar declaração emitida pelo município ou declaração própria com nome, CPF, data de nascimento, endereço completo e CEP.
A instituição confronta essas informações com bases oficiais.
Quando o comprovante está no nome do cônjuge ou companheiro, também pode ser necessário anexar certidão de casamento ou documento de união estável.
Com a documentação correta, o pedido segue para análise e o trabalhador acompanha o andamento diretamente pelo aplicativo.
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