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INSS começa análise para pagar pensão de R$ 1.621 para dependentes de vítimas de feminicídio

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A expectativa do órgão previdenciário é que a conclusão desses pedidos iniciais ocorra até o final do mês (Imagem: Geração/FDR)

O INSS iniciou a análise dos primeiros requerimentos da pensão especial destinada aos filhos e dependentes de mulheres vítimas de feminicídio.

A expectativa do órgão previdenciário é que a conclusão desses pedidos iniciais ocorra até o final do mês.

Após isso vai ser liberado os primeiros pagamentos para as famílias que cumprirem os requisitos estabelecidos na legislação.

Quem tem direito?

A lei que instituiu o amparo foi sancionada em outubro de 2023.

No entanto, a regulamentação necessária para colocar a concessão em prática foi publicada em maio.

Com a estrutura operacional finalizada, o INSS abriu o sistema para receber os pedidos dos dependentes habilitados.

O benefício é voltado exclusivamente a crianças e adolescentes que se enquadrem nos seguintes perfis:

Qual é o valor do benefício e como funciona a divisão?

A pensão especial fixa o pagamento mensal no valor de um salário mínimo nacional (R$ 1.621,00).

A regra do benefício abrange dependentes tanto de mulheres cisgênero quanto de mulheres transgênero.

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A exigência é que o crime seja legalmente caracterizado como feminicídio.

Divisão do valor entre os dependentes

É necessário aguardar a condenação definitiva do acusado?

O INSS não exige o trânsito em julgado da ação penal para conceder a pensão especial.

O benefício pode ser liberado de forma preventiva, desde que haja indícios consistentes de que o crime se configurou como feminicídio.

O INSS não exige o trânsito em julgado da ação penal para conceder a pensão especial (Imagem: Geração/FDR)

Para comprovar a situação no momento do pedido, o representante legal deve apresentar ao menos um dos seguintes documentos:

Se ao final do processo criminal a Justiça decidir que o crime não se tratou de feminicídio, a pensão será cancelada.

Os valores já pagos ao menor só precisarão ser devolvidos se for comprovada a ocorrência de má-fé na solicitação

Como fazer o pedido da pensão no INSS?

A solicitação deve ser feita individualmente para cada criança ou adolescente por meio de um representante legal.

O pedido pode ser aberto pelo aplicativo ou site Meu INSS, pela Central 135 ou presencialmente em uma agência da Previdência Social.

Documentação obrigatória:

A legislação proíbe expressamente que o autor, coautor ou participante do crime atue como representante legal do menor para solicitar ou administrar os valores da pensão.

Pagamento retroativo e regras de encerramento do benefício

Quem tiver a concessão aprovada garantirá o recebimento retroativo contado desde a data de entrada do requerimento (DER).

A regra retroativa também beneficia casos de feminicídio ocorridos antes da sanção da lei.

Para isso o dependente precisaria ter menos de 18 anos na data em que a norma entrou em vigor ou no momento do pedido.

O que fazer caso o INSS negue a solicitação?

Se o pedido for indeferido administrativamente pelo INSS, o representante legal da criança ou adolescente pode ingressar com uma ação na Justiça.

A Turma Regional de Uniformização (TRU) definiu que os processos referentes a essa pensão especial devem ser julgados pelas varas federais com competência previdenciária.

Por que o benefício demorou para começar a ser pago?

A lei dependia da edição de um decreto presidencial e de uma portaria conjunta do INSS para regulamentar a operacionalização do pagamento.

Em nota, o Governo Federal justificou que o hiato foi necessário para a realização de estudos técnicos orçamentários entre ministérios e para a adequação dos sistemas internos de concessão do INSS.

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