Uma notícia promissora movimenta os aposentados e pensionistas do INSS neste segundo semestre de 2026.
Um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional prevê aumento de até 15% no valor da aposentadoria e da pensão por morte para um grupo específico de seguradas.
A proposta acaba de dar um passo importante rumo à aprovação e pode mudar a vida de milhões de brasileiras.
O benefício está previsto no Projeto de Lei 6.841/2025, de autoria do deputado Duda Ramos (MDB-RR), e é voltado para mulheres aposentadas pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS), administrado pelo INSS.
A ideia é conceder um adicional de 5% por filho, biológico ou adotado, limitado a três dependentes, o que resulta no acréscimo máximo de 15% sobre o benefício.
Por que o aumento do INSS para idosos foi proposto?
O objetivo do projeto é reconhecer os impactos da maternidade na trajetória profissional das mulheres.
Ao defender a aprovação, a relatora da matéria, deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS), destacou que muitas seguradas enfrentam interrupções na carreira, redução da renda e maior dificuldade de permanência no mercado de trabalho por conta da dedicação aos filhos, principalmente aquelas que atuam na informalidade.
Segundo o parecer aprovado, o adicional funciona como uma compensação parcial pelas desvantagens sociais, econômicas e profissionais acumuladas ao longo da vida em decorrência dos cuidados com os filhos.
Para ter direito ao acréscimo, a segurada deverá comprovar que exerceu diretamente a maternagem, por gestação ou adoção, não pode ter perdido o poder familiar e precisará apresentar a documentação exigida em regulamentação futura, caso a proposta vire lei.
Em que pé está o projeto do INSS?
O texto recebeu parecer favorável da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, avanço considerado significativo na tramitação. Vale reforçar, porém, que a medida ainda não está em vigor.
O projeto ainda será analisado pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família, de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).
Como tramita em caráter conclusivo, pode seguir direto para o Senado se for aprovado nas comissões, sem passar pelo plenário da Câmara.
Depois, precisa do aval dos senadores e da sanção presidencial para começar a valer.
Outra proposta também prevê bônus
Quem acompanha o tema deve ficar de olho em uma segunda iniciativa parecida.
O PL 3.062/2021 propõe um adicional de 2% por dependente, limitado a 10% sobre o valor do benefício, independentemente de os filhos necessitarem de cuidados especiais.
Essa proposta segue em análise na Comissão de Finanças e Tributação e também deverá passar pela CCJ antes das etapas finais.
Enquanto os projetos avançam no Congresso, a orientação para as seguradas do INSS é acompanhar a tramitação pelos canais oficiais e guardar documentos que comprovem a maternidade, como certidões de nascimento e de adoção, que podem ser exigidos caso o aumento seja confirmado.