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Receita Federal faz comunicado e confirma mudança a partir de 31/07; veja o que muda

Receita Federal faz comunicado e confirma mudança a partir de 31/07; veja o que muda

Receita Federal faz comunicado e confirma mudança a partir de 31/07; veja o que muda | Imagem: Shutterstock

A Receita Federal confirmou uma mudança importante que começa em 31 de julho: os novos CNPJ passarão a ter um formato alfanumérico, misturando letras e números na identificação das empresas.

Antes que alguém se preocupe à toa, um esclarecimento essencial — a novidade vale só para inscrições novas. Quem já tem CNPJ, e a pessoa física com seu CPF, não precisa fazer absolutamente nada.

A mudança mira o mundo empresarial, principalmente contadores, donos de empresa, MEIs e quem usa sistemas de gestão. Para o cidadão comum, o impacto no dia a dia é praticamente nulo.

Ainda assim, vale entender como fica o novo modelo, já que ele vai conviver com os CNPJ antigos daqui para frente.

O que muda no novo CNPJ

A estrutura geral continua familiar, mas com uma diferença central. O CNPJ segue com 14 caracteres, só que agora aceita letras onde antes só havia números.

Veja como fica:

Ou seja, as 12 primeiras posições poderão conter tanto números de 0 a 9 quanto qualquer letra de A a Z.

Por que a Receita resolveu mudar o formato?

O motivo é simples e prático: acabar o número de combinações disponíveis. Com o modelo só numérico, a quantidade de CNPJ possíveis vinha se esgotando com o tempo.

Ao incluir letras, a Receita amplia enormemente as combinações e garante a continuidade do cadastro por muitos anos.

A abertura de empresas, aliás, não muda em nada para o empreendedor: segue sendo feita pela Redesim, o sistema de registro que já foi adaptado para o novo padrão.

Quem precisa se preparar para a mudança

A atenção maior é para empresas que usam sistemas próprios ou softwares de gestão.

Programas de emissão de nota fiscal, folha de pagamento, controle financeiro e integrações tributárias precisam reconhecer o novo formato — muitos deles ainda tratam o CNPJ como um campo só de números.

Se esses sistemas não forem atualizados, podem ocorrer falhas no processamento de dados quando surgir o primeiro cliente ou fornecedor com CNPJ alfanumérico.

Por isso, quem tem empresa deve conversar com seu contador ou com o fornecedor do software para confirmar se a plataforma já está pronta.

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