O governo federal decidiu adiar temporariamente o pente-fino no cadastro do Benefício de Prestação Continuada (BPC) voltado para pessoas com deficiência.
A medida, que reagenda as revisões previstas entre maio e outubro deste ano para a partir de janeiro de 2027, visa concentrar a força de trabalho do INSS na redução da extensa fila de requerimentos previdenciários.
Esta decisão busca evitar desgaste político para o presidente Lula, especialmente em ano eleitoral.
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informou que não suspendeu totalmente as revisões, mas confirmou o reagendamento de cerca de 280 mil consultas.
A análise do pente-fino é parte de um esforço para economizar R$ 1,1 bilhão neste ano e mais R$ 4,8 bilhões nos próximos dois anos, uma vez que cerca de 33% das revisões resultam no cancelamento do benefício.
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A prioridade agora é zerar o estoque de requerimentos do INSS, que caiu de 3,1 milhões para 2,2 milhões até maio.
Para isso, servidores de outras áreas, como a de reabilitação profissional, foram realocados temporariamente para a análise de processos.
Além disso, o governo manterá o pagamento de bônus para servidores que realizarem análises extras.
A suspensão do pente-fino garante que beneficiários que possam ter extrapolado o critério de renda, atualmente em R$ 405,25 por pessoa da família, continuarão recebendo o BPC até a nova reavaliação em 2027.
A medida busca otimizar recursos e focar na celeridade da concessão de novos benefícios, um ponto crucial para a gestão atual.
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