A declaração do Imposto de Renda pode passar por uma revolução nos próximos anos.
O Ministério da Fazenda anunciou um projeto ambicioso para automatizar o processo, eliminando a necessidade de preenchimento manual para milhões de brasileiros até 2026.
O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, revelou que a iniciativa visa simplificar a prestação de contas à Receita Federal, focando na redução de etapas repetitivas para contribuintes cujas informações financeiras já estão registradas em bases oficiais.
Atualmente, muitos cidadãos dedicam tempo considerável a informar dados que o Fisco já possui.
A nova proposta de automação promete integrar diversas bases de dados, incluindo registros bancários, informações empresariais, movimentações oficiais e dados de operadoras de saúde.
LEIA TAMBÉM: Prazo do Imposto de Renda encerrado: Receita Federal ativa cobrança de multa para envios em atraso neste sábado
Na prática, o contribuinte deixará de montar a declaração do zero. A expectativa é que o sistema apresente os dados pré-preenchidos, exigindo apenas a revisão, confirmação ou correção por parte do cidadão.
Este avanço representa uma evolução significativa do recurso de declaração pré-preenchida, que em 2026 já foi utilizado por 59,8% dos contribuintes, atingindo o maior percentual da série histórica.
A Receita Federal reforça que a conferência das informações pelo contribuinte continua sendo fundamental, visto que os dados são enviados por terceiros e podem conter inconsistências.
Em 2026, o órgão recebeu um recorde de 44.393.571 declarações, um aumento de 2,4% em relação ao ano anterior.
Apesar da promessa de automação futura, as regras atuais de obrigatoriedade permanecem válidas.
O não cumprimento do prazo está sujeito a multa mínima de R$ 165,74 e pode gerar pendências no CPF, impactando operações financeiras e a abertura de empresas.
Para acompanhar o desenrolar deste caso e receber alertas de Imposto em tempo real, entre na nossa comunidade oficial do WhatsApp do FDR no link abaixo.
