Em nota divulgada nesta terça-feira (19), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, classificou o debate sobre o fim da escala 6×1 como legítimo, mas o tachou de “eleitoreiro e inoportuno”.
Como alternativa, o parlamentar defendeu o modelo de pagamento por hora trabalhada, assegurando a permanência dos direitos trabalhistas.
De acordo com o comunicado de sua assessoria, o formato baseado no valor-hora oferece maior autonomia e potencial de ganho, além de garantir benefícios como FGTS, INSS, férias e 13º salário.
Flávio destacou que a flexibilidade da jornada seria vantajosa especialmente para mães solteiras, permitindo conciliar o emprego e os cuidados com os filhos sem perda de renda ou direitos.
O que é a escala 6×1?
A escala 6×1 é um regime de trabalho amplamente utilizado no Brasil, onde o empregado trabalha seis dias consecutivos e folga em um dia.
Geralmente, a jornada diária é de 8 horas, totalizando 44 horas semanais, com o dia de descanso caindo, preferencialmente, aos domingos.
Este modelo, apesar de tradicional, tem sido questionado quanto à sua eficácia e benefícios para os trabalhadores em um mercado cada vez mais dinâmico.
Atualmente, a legislação trabalhista brasileira prevê que a jornada de trabalho padrão seja de até 44 horas semanais, com direito a descanso semanal remunerado de 24 horas consecutivas.
O impacto das mudanças para o trabalhador
Embora a escala 6×1 seja a mais comum, a discussão em 2026 gira em torno da possibilidade de introduzir modelos mais flexíveis.
Propostas em debate visam beneficiar trabalhadores que buscam maior controle sobre suas jornadas, como mães solteiras que precisam conciliar trabalho e cuidados com os filhos.
A ideia é que a remuneração por hora trabalhada, mantendo direitos como FGTS, INSS, férias e décimo terceiro, ofereça essa flexibilidade.
O senador Flávio Bolsonaro, por exemplo, defende a remuneração por hora, argumentando que ela traz mais liberdade e aumenta a renda de quem deseja trabalhar mais.
Segundo ele, essa modalidade beneficiaria especialmente mães solteiras, permitindo que elas trabalhem e cuidem dos filhos sem sacrificar a renda ou a presença familiar.
Tramitação da PEC da escala 6×1
O debate sobre a alteração da escala de trabalho e a introdução de novas modalidades, como a remuneração por hora, está em andamento no Congresso Nacional em 2026.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa acabar com a escala 6×1 e regulamentar novas jornadas está em fase decisiva de tramitação.
O relator da proposta, deputado federal Léo Prates, tem se reunido com lideranças do parlamento para finalizar detalhes e apresentar um texto atualizado.
A expectativa é que a proposta seja votada ainda em 2026. Um período de transição de 2 a 5 anos está sendo considerado para a implementação das novas regras, permitindo que empresas se adaptem gradualmente.
É importante acompanhar os comunicados oficiais do Congresso e do governo para se manter informado sobre as datas de votação e possíveis prazos de implementação.
Perguntas frequentes (FAQ)
A escala 6×1 será extinta em 2026?
O debate sobre a extinção da escala 6×1 está em andamento no Congresso Nacional em 2026. Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) está sendo discutida e pode levar a mudanças significativas nas jornadas de trabalho.
O que substitui a escala 6×1?
Estão sendo discutidas alternativas como a remuneração por hora trabalhada, que visa oferecer maior flexibilidade. A proposta é manter os direitos trabalhistas enquanto se flexibiliza a jornada.
Quais os direitos mantidos na remuneração por hora?
As propostas em debate preveem a manutenção de direitos como FGTS, INSS, férias e décimo terceiro salário, mesmo com a remuneração por hora.
Quem pode se beneficiar da remuneração por hora?
A ideia é que essa modalidade beneficie trabalhadores que buscam maior flexibilidade, como mães solteiras, permitindo conciliar trabalho e cuidados familiares.
Qual o posicionamento de Flávio Bolsonaro sobre a escala 6×1?
Flávio Bolsonaro defende a remuneração por hora trabalhada, argumentando que ela traz liberdade, aumento de renda e proteção ao trabalhador, além de flexibilidade para quem precisa de menos horas.
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