Quem costuma fazer a tradicional compra do mês precisa ficar mais atento aos preços exibidos nas prateleiras, etiquetas e promoções dos supermercados em 2026.
A mudança não significa a criação de uma nova cobrança para o consumidor. Na prática, o que ganhou força foi a aplicação mais rigorosa das regras de transparência, que obrigam os estabelecimentos a informar preços de forma clara, visível e sem margem para confusão.
Supermercados precisam reforçar clareza nos preços
A regra atinge diretamente situações comuns na rotina de compras, como etiqueta desatualizada, preço diferente no caixa, promoção com letras pequenas ou condição especial pouco visível.
Pela legislação brasileira, os preços de produtos e serviços devem ser informados com clareza, precisão, ostensividade e legibilidade. O Decreto nº 5.903/2006 também determina que os valores fiquem visíveis ao consumidor enquanto o estabelecimento estiver aberto ao público.
Na prática, isso significa que o cliente deve conseguir identificar o valor do produto antes de chegar ao caixa, sem depender de explicação verbal de funcionário ou de conferência posterior.
Erro no caixa pode pesar na compra do mês
O ponto mais sensível para o consumidor está na divergência de preços. Se um produto aparece com um valor na gôndola e outro no caixa, a orientação é que o consumidor pague o menor preço informado.
Esse entendimento foi reforçado pelo Ministério da Justiça, que destaca o direito ao menor valor em caso de diferença para o mesmo produto, com base nos princípios de transparência e boa-fé nas relações de consumo.
Por isso, a compra do mês pode ser afetada nos detalhes. Uma diferença pequena em vários itens pode alterar bastante o valor final do carrinho.
Promoções também entram no radar
As ofertas com limite por CPF, preço por quantidade, desconto por unidade ou condição vinculada ao aplicativo do mercado também precisam ser apresentadas de forma clara.
O consumidor deve observar:
- preço na gôndola e no caixa;
- validade da promoção;
- quantidade mínima exigida;
- limite de unidades por cliente;
- preço por quilo, litro ou unidade.
Quando essas informações aparecem de forma confusa, o cliente pode contestar a cobrança no próprio estabelecimento e, se necessário, acionar o Procon.
Atenção antes de pagar
A recomendação é simples: antes de finalizar a compra, vale conferir os itens mais caros, fotografar etiquetas em caso de dúvida e comparar o valor registrado no caixa.
Em compras grandes, esse cuidado pode evitar prejuízos silenciosos. Afinal, as regras não mudam o que o consumidor coloca no carrinho, mas mudam a forma como ele deve acompanhar cada preço até a hora do pagamento.
