Boa notícia para o orçamento doméstico: cinco dos principais produtos da cesta básica 2026 registraram queda nas capitais em fevereiro de 2026. Os dados, divulgados nesta segunda-feira (09/03) pela Conab e pelo DIEESE, mostram um alívio em itens de alto consumo. No entanto, o cenário geral ainda é de alerta, já que o custo total dos alimentos básicos aumentou em 14 das 27 cidades pesquisadas no último mês.

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Geração: FDR
O excesso de oferta de grãos e a desvalorização do dólar têm pressionado para baixo o valor do óleo de soja e do arroz. Certamente, essa queda no valor dos itens específicos da cesta básica 2026 é um reflexo da safra recorde esperada para este ano, mas não foi suficiente para impedir a alta da cesta em cidades como Natal e João Pessoa.
Dessa maneira, São Paulo consolida-se como a capital com o custo de vida alimentar mais elevado. Portanto, confira os destaques da pesquisa e onde os preços mais caíram.
Os 5 itens da cesta básica 2026 que ficaram mais baratos
Novo levantamento da Conab e Dieese aponta queda em 5 itens essenciais em fevereiro. Apesar disso, São Paulo segue com a cesta mais cara do país, ultrapassando os R$ 850.
- Óleo de soja: Caiu em 26 cidades. A maior queda foi em Boa Vista (-7,05%).
- Açúcar: Ficou mais barato em 20 capitais, com destaque para Cuiabá (-5,33%).
- Café em pó: Redução em 21 cidades, influenciada pela expectativa de safra recorde. Florianópolis teve a maior queda (-4,30%).
- Arroz agulhinha: Queda em 16 capitais, chegando a -7,40% em Curitiba.
- Leite integral: Preço baixou em 15 capitais, com destaque para Rio Branco (-4,78%).
Ranking: Onde a cesta básica é mais cara e mais barata
Por outro lado, o valor total para garantir a alimentação mensal de uma pessoa adulta varia drasticamente entre o Centro-Sul e o Nordeste do país.
As mais baratas: Aracaju (R$ 562,88) e Porto Velho (R$ 601,69) registram os menores valores médios do Brasil em fevereiro.
Por que subiu em 14 cidades? Mesmo com a queda dos grãos e do leite, outros itens como carnes, legumes e frutas (que sofrem maior impacto do clima e custos de transporte) puxaram a média para cima em capitais como Natal, que teve a maior alta do mês: 3,52%.

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(Imagem: Jeane de Oliveira/ FDR)
Expectativa para os próximos meses
Dessa forma, a parceria entre Conab e Dieese, ampliada agora para as 27 capitais, permite um monitoramento mais fiel da segurança alimentar. Recentemente, a importação de derivados lácteos e a postura cautelosa de vendedores de arroz têm ajudado a segurar os preços no varejo, mesmo com o início da entressafra de alguns produtos.
Finalmente, vale ressaltar que para quem busca economizar, a pesquisa de preços entre diferentes redes de supermercados continua sendo a melhor ferramenta. Em resumo, fevereiro trouxe um fôlego para itens da dispensa, mas o custo total da alimentação ainda exige atenção do trabalhador.