Cotações atingem o nível mais baixo em seis meses nas bolsas internacionais. No Brasil, estimativa da Conab aponta crescimento de 17,2% na produção, o que pressiona os valores para baixo.

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(Imagem: Reprodução)
O mercado de café encerra o mês de fevereiro com uma forte desvalorização nas bolsas internacionais e no mercado físico brasileiro. De acordo com dados da Safras & Mercado, os preços do arábica e do robusta atingiram os patamares mais baixos dos últimos seis meses, impulsionados pela perspectiva de uma safra global recorde para a temporada 2026/27.
Para o consumidor brasileiro, o cenário indica um alívio nos custos de um dos itens mais presentes na mesa das famílias, após um longo período de altas.
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A melhora na oferta mundial é o principal fator por trás dessa queda. Recentemente, o Rabobank informou que a produção mundial deve atingir a marca histórica de 180 milhões de sacas, um aumento significativo de 8 milhões em relação ao ciclo anterior. Certamente, o Brasil desempenha papel central nesse movimento, com a Conab estimando que a produção nacional crescerá 17,2%, chegando a 66,2 milhões de sacas em 2026.
Dessa maneira, o excesso de oferta futura faz com que os compradores fiquem mais cautelosos, aguardando preços ainda menores. Portanto, o mercado físico brasileiro segue quase paralisado, com produtores segurando as vendas e compradores à espera de novas baixas.
Cenário das Bolsas e Preços no Brasil
Visto que as cotações em Nova York (Arábica) e Londres (Robusta) dão o tom do mercado, os recuos registrados nesta sexta-feira (27/02) confirmam a tendência de baixa para o início de março:
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Café Arábica (NY): Fechou em queda moderada, com o vencimento de março/26 cotado a 284,60 cents/lbp.
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Café Robusta (Londres): Registrou desvalorização nos contratos de maio e julho, mantendo a pressão sobre os preços globais.
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Mercado Interno: Em Minas Gerais, o Café Arábica Tipo 6 registrou quedas em importantes polos produtores como Araguari (R$ 1.880,00/saca) e Guaxupé (R$ 1.809,00/saca).
O que esperar para os próximos meses?
Por outro lado, o dólar não tem ajudado na formação dos preços internos, o que gera uma retração nas negociações. Consequentemente, o produtor de café arábica mostra pouca disposição de venda do que ainda resta da safra atual, enquanto o café conilon apresenta um ritmo de negócios ligeiramente mais expressivo.
Dessa forma, a expectativa é que a pressão sobre as cotações continue enquanto as previsões climáticas forem favoráveis para o desenvolvimento das lavouras. A produção de arábica no Brasil deve subir 23,2%, o que inunda o mercado com café de alta qualidade, forçando uma readequação de toda a cadeia produtiva.
Finalmente, vale ressaltar que o setor cafeeiro é sensível a variações climáticas repentinas, o que pode alterar essas projeções. Em resumo, fevereiro consolida uma fase de “preços baixos” que beneficia o consumidor, mas exige cautela e estratégia de comercialização por parte dos agricultores.