Novas regulamentações do CNJ facilitam a regularização de imóveis diretamente nos cartórios. Quem mora há anos na mesma residência ou tem contrato de compra e venda quitado pode obter o registro definitivo em poucos meses.

de processo na Justiça
(Imagem/Geração: FDR)
Milhões de brasileiros vivem hoje em imóveis considerados irregulares por falta de escritura definitiva. No entanto, uma mudança na aplicação das leis de desjudicialização (como a Lei 14.382/2022) consolidou-se em 2026, permitindo que cidadãos regularizem suas casas diretamente no Cartório de Registro de Imóveis.
O que antes levava até 10 anos em uma briga judicial, agora pode ser resolvido administrativamente, garantindo que o imóvel possa ser herdado, vendido ou usado como garantia em empréstimos.
Atualmente, os cartórios estão muito mais adaptados a esses processos graças às novas normas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Certamente, a segurança jurídica de ter o nome na matrícula do imóvel valoriza o patrimônio em até 30% imediatamente.
Dessa maneira, existem dois caminhos principais para quem deseja sair da informalidade sem passar pelo juiz. Portanto, identifique em qual situação você se enquadra.
Os dois caminhos para a regularização em 2026
Como cada caso é único, a lei prevê soluções para quem comprou e para quem simplesmente ocupa o imóvel há anos:
1. Adjudicação Compulsória (Para quem comprou)
- A situação: Você comprou o imóvel, pagou todas as parcelas, mas o vendedor sumiu, faleceu ou se recusa a assinar a escritura.
- A solução: Com o contrato quitado em mãos, o cartório faz a transferência direta para o seu nome após as notificações legais.
2. Usucapião Extrajudicial (Para quem ocupa)
- A situação: Você mora no local há anos de forma pacífica (sem ninguém reclamar a posse).
- O prazo: Varia de 5 a 15 anos, dependendo do tamanho do imóvel e da finalidade (residencial, social, etc.).
- A solução: O tabelião faz uma Ata Notarial atestando que você realmente vive ali e o registro de imóveis oficializa a propriedade.
Checklist: O que você precisa preparar?
Por outro lado, embora seja no cartório, o processo exige rigor documental. Para ganhar tempo, já organize o seguinte:
- Advogado: A lei exige a presença de um profissional para assinar o pedido;
- Planta do Imóvel: Memorial descritivo assinado por engenheiro;
- Provas de Posse: Contas de água, luz, IPTU antigo e fotos do imóvel ao longo dos anos;
- Certidões Negativas: Para provar que não há disputas judiciais sobre o terreno.

de processo na Justiça
(Imagem/Geração: FDR)
Quanto custa regularizar o imóvel?
Dessa forma, o custo varia de acordo com o valor venal do imóvel e o estado onde ele se localiza. Recentemente, muitos estados brasileiros implementaram tabelas de custas reduzidas para regularização de baixa renda. Os principais gastos envolvem:
- Emolumentos (taxas) do Cartório de Notas e de Registro;
- Pagamento do ITBI (Imposto de Transmissão) ou ITCMD;
- Honorários do advogado e do engenheiro.
Finalmente, vale ressaltar que um imóvel irregular é um patrimônio em risco. Em resumo, em 2026, o caminho administrativo é a via mais inteligente para quem quer dormir tranquilo com a escritura na gaveta.