
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasi
O Banco Central (BC) decretou, na manhã desta quarta-feira (18), a liquidação extrajudicial do Banco Pleno. O Banco Central encerrou compulsoriamente as atividades da instituição — que nasceu da compra do antigo Banco Voiter e pertence ao empresário Augusto Ferreira Lima — após o banco comprometer sua situação econômico-financeira e violar normas bancárias.
A notícia pegou o mercado de surpresa e gerou uma corrida por informações, especialmente entre usuários do CredCesta e investidores da instituição. O FDR explica o que motivou a queda do banco e como funciona o resgate do dinheiro para quem possui valores depositados na instituição.
Por que o Banco Central fechou o Banco Pleno?
De acordo com a nota oficial do BC, a decisão foi motivada por três fatores críticos:
- Deterioração de liquidez: O banco não tinha dinheiro em caixa suficiente para honrar compromissos imediatos.
- Infringência de normas: Desobediência às regras que disciplinam o Sistema Financeiro Nacional.
- Indisponibilidade de bens: Com a liquidação, o Banco Central bloqueou os bens dos controladores e administradores para garantir o pagamento dos credores.
O Banco Pleno é um desdobramento do escândalo envolvendo o Banco Master, onde o controlador Augusto Lima (“Guga Lima”) teria participado de um esquema de emissão de títulos falsos estimado em R$ 12 bilhões.
Tenho dinheiro no Banco Pleno ou CredCesta: E agora?
Apesar da gravidade da situação, o Banco Pleno faz parte do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Isso traz uma camada de segurança para o correntista pessoa física.
- Quem está protegido: Investidores em CDB, LCI, LCA e correntistas com saldo em conta.
- O limite do seguro: O FGC garante o pagamento de até R$ 250 mil por CPF.
- Como receber: O BC nomeará um liquidante que organizará a lista de credores. Geralmente, o pagamento é feito através do aplicativo do FGC em algumas semanas.
O que acontece com os empréstimos e o CredCesta?
Se você possui um empréstimo consignado ou utiliza o cartão CredCesta, atenção:
- A dívida não desaparece: As parcelas continuam devidas. O liquidante informará em breve para qual instituição você deve direcionar os boletos ou descontos em folha.
- Suspensão de novos créditos: O banco não pode emitir novos cartões ou liberar novos empréstimos a partir de hoje.
O impacto político e financeiro
O caso escala rapidamente devido à proximidade de Augusto Lima com figuras importantes do governo federal e da política baiana. A investigação agora apura se a venda de “ativos podres” para bancos públicos foi uma tentativa de esconder o rombo que levou à liquidação de hoje.