A demanda por cortes de carne convencionais continua forte, mas um subproduto bem inusitado do boi — o pênis bovino — está gerando lucro extra para frigoríficos brasileiros e chamando a atenção no exterior.

(Foto: Wang Zhao/AFP)
O que é o “vergalho” e por que está em alta
No meio agropecuário, o pênis do boi é conhecido como vergalho, e não é apenas descartado após o abate: ele tem um novo destino comercial que está dando certo.
Frigoríficos e pecuaristas descobriram que o vergalho bovino tem forte procura no mercado asiático, especialmente em países como Hong Kong e China, onde partes menos convencionais do animal são usadas na culinária tradicional e consideradas ingredientes valorizados.
Nesse mercado, esse subproduto pode alcançar preços de até US$ 6 mil por tonelada, um valor muito superior ao praticado no Brasil.
Como o pênis do boi ele é consumido na Ásia
Na culinária local, o pênis bovino pode ser preparado de várias formas:
- Ensopados e cozidos
- Pratos que absorvem temperos e caldos
- Usa‑se também em preparações consideradas tradicionais ou afrodisíacas por parte dos consumidores locais
Esses hábitos alimentares influenciam diretamente a demanda e justificam o interesse crescente pelo produto no comércio internacional.
🐾 Destino no Brasil: petiscos para animais
No mercado interno brasileiro, o uso do vergalho é diferente. Ele é comumente transformado em petisco mastigável para cães e outros animais de estimação.
Além de ser uma opção natural e rica em proteínas para pets, esse tipo de produto tem ajudado frigoríficos a aproveitar integralmente o animal e reduzir desperdícios.
Por que isso importa para o agronegócio
A valorização de subprodutos como o pênis bovino tem impactos positivos no setor:
- 💰 Aumenta a rentabilidade das exportações, agregando valor a partes antes consideradas secundárias ou descartadas.
- 🔄 Diversifica os mercados atendidos, reduzindo a dependência apenas de cortes tradicionais.
- 📦 Fortalece a cadeia produtiva, incentivando o aproveitamento integral do boi abatido.
Para frigoríficos e pecuaristas, essa tendência representa um novo nicho de mercado internacional que contribui para a competitividade do agronegócio brasileiro no cenário global.