Estudantes do ENEM 2023 terão novo recurso de acessibilidade durante o exame

O INEP divulgou mais um recurso de acessibilidade que será usado no ENEM 2023. Inclusão tem sido grande preocupação para a atual gestão do Instituto. Em 25 anos de exame essa é a primeira vez que esse recurso será usado.

Estudantes do ENEM 2023 terão novo recurso de acessibilidade durante o exame
Estudantes do ENEM 2023 terão novo recurso de acessibilidade durante o exame (Imagem: FDR)

Mais um recurso de acessibilidade foi anunciado pelo INEP para o ENEM 2023. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) tem se mostrado preocupado com as condições de igualdade entre os participantes do exame.

A prova disso é que foram aceitos 38.101 solicitações de atendimento especializado e 70.411 pedidos de recursos de acessibilidade.

Novo recurso de acessibilidade no ENEM 2023

Nesse ano, o Exame Nacional do Ensino Médio terá provas coloridas, não apenas as capas de identificação dos cadernos de perguntas. Mas, as perguntas em si terão cor para ajudar os participantes com baixa visão ou daltônicos.

Entenda melhor:

  • A prova colorida deve aprimorar a compreensão e a leitura para pessoas com deficiência visual ou baixa visão
  • O uso de cores deve ajudar, também, nas questões que possuem imagens. Por exemplo, aquelas que usam obras de arte
  • Os itens para os participantes com daltonismo não solicitarão que eles reconheçam determinadas cores
  • Para os daltônicos a identificação se dará através do uso de vários tons, que se diferenciam pela saturação e luminosidade
  • O uso de cores diferentes vai facilitar na identificação de informações importantes
  • As cores devem facilitar que o texto se destaque do fundo da prova, facilitando a interpretação
  • O uso de cores nas provas deve se juntar ao recurso de aumento da fonte e garantir a acessibilidade para um grupo maior de estudantes

“Em provas que fiz na escola, eu tinha um problema para entender algumas coisas. O preto se misturava com o cinza, um pouco com branco e ficava difícil”, comenta Arthur Tomaz, 17 anos, que tem um grau leve de daltonismo.

Para saber mais sobre os recursos de acessibilidade e o atendimento especializado, clique aqui.

Jamille Novaes
Baiana, formada em Letras Vernáculas pela UESB, pós-graduada em Gestão da Educação pela Uninassau. Apaixonada por produção textual, já trabalhou como corretora de redação, professora de língua portuguesa e literatura. Atualmente se dedica ao FDR e a sua segunda graduação.