Empresa suspeita de calote de R$ 420 milhões em criptomoedas é acionada pelo MP. Entenda o caso

O mercado digital vem crescendo de forma expressiva em todo o mundo; no Brasil, não é diferente. O número de investidores no nicho cresceu nos últimos anos, fazendo com que a fiscalização na categoria fosse mais rígida. Com isso, uma empresa do ramo agora está sendo investigada por um calote milionário.

Existindo o crescimento de algum setor específico de empresas, naturalmente a justiça passa a se interessar e olhar com um pouco mais de cuidado para a categoria. Para exemplificar, vimos o ministro da fazenda, Fernando Haddad, propondo a taxação de um mercado digital que também está em expansão.

Em alguns casos, como também foi visto recentemente no caso do ex-jogador do Palmeiras, Gustavo Scarpa, os investidores que não conhecem bem o mercado, mas gostariam de começar a investir, caem em ciladas montadas por golpistas, como esquemas de pirâmides, por exemplo.

Este foi o caso de investidores de Campina Grande, na Paraíba, que foram vítimas de um extenso esquema de pirâmide que causou prejuízos avaliados em R$420 milhões. A suspeita do crime é a empresa Fiji Solutions, onde se diz especializada no mercado de criptomoedas.

Como será a investigação da empresa?

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) abriu investigações após um mês sem a possibilidade dos acionistas sacarem os seus investimentos da plataforma Fiji Solutions. A própria empresa alega que a causa do problema não está neles, e sim na KuCoin, empresa de venda e compra de ativos digitais.

A alegação é que a KuCoin mudou o seu procedimento, solicitando, agora, novas informações sobre os usuários. Em entrevista à Rádio Arapuan FM, de João Pessoa, o Bueno Aires José Soares de Souza, sócio da Fiji Solutions, relatou o problema. Acompanhe a fala.

“Hoje o problema é simplesmente uma dificuldade imposta pela KuCoin para que eu prove que eu sou eu mesmo, esse é o grande fator. A monta que tem dentro da corretora (supostamente presa) passa dos US$ 80 milhões (cerca de R$ 420 milhões)”

Decisão do Ministério Público da Paraíba

Já o MPPB deu um prazo de 72 horas, a partir de ontem, 16/03, para que haja esclarecimento de ambas as partes, buscando solucionar o problema de centenas de investidores que estão, agora, com seus investimentos retidos. Acompanhe fala de representante do Ministério Público da Paraíba.

“Recomendamos que a empresa empreenda – por todos os meios legais necessários – todas as tratativas junto à KuCoin para solução da demanda existente e pagamento aos clientes, no prazo de 72 horas, e que comprove, ao Ministério Público, todos os atos realizados para solução da problemática existente, e que apresente cópia dos documentos pessoais dos sócios da empresa (Identidade, CPF e Passaporte)

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Flávio CostaFlávio Costa
Estudante de jornalismo, já atuou na área de assessoria política ao compor o time de comunicação da atual governadora do estado, durante sua campanha eleitoral. Anteriormente, cursou 2 anos no curso de relações internacionais, podendo ampliar sua visão no aspecto macro e micro do cenário nacional e internacional. Fluente em inglês, já atuou como professor de idiomas e também de matemática. Por fim, trabalhou ainda como analista de operações pelo grupo Amazon. Atualmente, dedica-se a universidade e ao portal FDR. Suas redes sociais são @flavioarcosta e flavioarcosta@gmail.com.