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Lula anuncia a retomada de ministérios extintos no governo Bolsonaro

Por Yago Mendes
10 de novembro de 2022

Presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), trabalha no processo de transição para voltar ao cargo máximo do executivo nacional a partir de 2023. Uma das atitudes já anunciadas pelo petista no retorno à presidência será a recriação de ministérios que foram extintos durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL).

Lula anuncia a retomada de ministérios extintos no governo Bolsonaro (Imagem: FDR)
Lula anuncia a retomada de ministérios extintos no governo Bolsonaro (Imagem: FDR)

No cargo desde janeiro de 2019, o Liberal construiu o seu mandato com apenas 23 ministérios. Para isso, Bolsonaro fundiu atribuições e criou superpastas como Economia, dada a Paulo Guedes, e Justiça e Segurança Pública, inicialmente nomeando o ex-juiz da Lava-Jato, Sérgio Moro.

Assim, foram extintos antigos ministérios petistas como Cidades; Cultura; Desenvolvimento Social; Esportes; Fazenda; Indústria, Comércio Exterior e Serviços; Integração Nacional; Planejamento, Desenvolvimento e Gestão; Segurança Pública; e Trabalho.

Os novos ministérios de Lula

Questionado ao longo do processo de transição governamental, iniciado na última semana, o presidente Lula apontou que sua gestão deve contar com 34 ministérios, 11 a mais do que o governo Bolsonaro.

Segundo os planos do petista, o MInistério da Economia deverá ser desmembrado em outras três pastas: Planejamento, Fazenda e Pequenas Empresas. Já a pasta de Igualdade Racial, Direitos Humanos e Mulher, que foi ocupada pela senadora eleita Damares Alves (Republicanos) poderá ter o mesmo destino e também ser dividido em três partes.

Assuntos como Previdência Social e Segurança Pública voltarão a ter status ministeriais, bem como Pesca e Cultura, que hoje se encontram anexas às pastas da Agricultura e do Turismo, respectivamente.

Para atender promessa da campanha eleitoral de 2022, Lula também deverá criar, este de maneira inédita, o Ministério dos Povos Originários, para tratar dos assuntos indígenas no Brasil.

Ministérios ‘incham’ máquina pública?

Uma alegação comum para apoiar a diminuição dos ministérios na gestão Bolsonaro seria de que eles deixariam a máquina pública “inchada”. Entretanto, de acordo com um levantamento realizado pelo jornal Gazeta do Povo, a redução das pastas promovidas pelo Liberal não significou uma economia significativa aos cofres públicos.

De acordo com o especialista em Gestão Governamental da Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas (Anesp), Luiz Rodrigues, o corte ministerial não significou necessariamente uma redução na estrutura do governo, pois muitas das pastas que foram incorporadas a outras seguiram possuindo dinâmicas e orçamentos próprios.

“Hoje o que é o Ministério da Cidadania, foi a fusão do Desenvolvimento Social, que cuida do Bolsa Família e da assistência social, com o Ministério do Esporte. Então você tem um ministro que tem que cuidar tanto do futebol quanto do Bolsa Família. Quando pega a estrutura em si, você vê que ali foram criadas duas secretarias especiais. Essas figuras foram muito utilizadas nesse último governo justamente para passar a ideia de que se tinha menos ministérios”, explicou Rodrigues.

Yago Mendes

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