Quando o preço dos alimentos vai voltar a cair? Especialista traz previsões de reajuste

Com o Brasil em crise, população busca respostas sobre o reajuste no preços dos alimentos. Tem sido cada vez mais difícil reabastecer os armários. A inflação permanece em alta de modo que o salário mínimo perca o seu poder de compra e venda. Muitos se perguntam sobre até quando esse cenário irá durar, abaixo convidamos um especialista para trazer uma previsão da economia. Acompanhe.

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Quando o preço dos alimentos vai voltar a cair? Especialista traz previsões de reajuste (Imagem: Montagem/FDR)
Quando o preço dos alimentos vai voltar a cair? Especialista traz previsões de reajuste (Imagem: Montagem/FDR)

Apesar da baixa no preço da gasolina, os alimentos permanecem em alta. Alguns insumos como o leite, por exemplo, virou notícia nos principais jornais do país devido ao seu encarecimento. Muitas famílias estão recorrendo a compostos que estão sendo comercializados mais em conta.

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São inúmeras as notícias sobre os desdobramentos da inflação, mas o que todos querem saber é quando os preços voltarão a cair. O economista Marco Antônio Cordeiro, em entrevista exclusiva ao FDR, traz um panorama da economia nacional. Acompanhe, abaixo:

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Porque tudo está tão caro no Brasil?

O Brasil, assim como grande parte dos demais países do mundo enfrenta o processo inflacionário, e com isso há o aumento dos preços de forma generalizada.

O que afeta o preço dos alimentos?

O aumento dos combustíveis e a taxa de câmbio, criou impacto em toda cadeia produtiva; pois a taxa de câmbio influenciou o preço dos fertilizantes, e o combustível tornou toda logística mais cara, lembrando que no Brasil o modal rodoviário é o mais utilizado em qualquer segmento econômico.

Quais as principais justificativas pela alta dos preços de alimentos no Brasil?

Temos a inflação de custos, pelo aumento do valor de várias matérias-primas ou insumos importados, a taxa de câmbio, o valor dos combustíveis, a Guerra da Ucrânia, e os reflexos da pandemia do Covid-19, alguns impactos diretos por essas justificativas; e outras pelo reflexo da redução de produção e vendas no período da pandemia.

Qual o efeito do aumento generalizado dos preços dos alimentos para a economia?

O efeito é a inflação, que causa diretamente a redução do poder de compra dos indivíduos. Pois, se você conseguia comprar 10 itens com 100 reais num determinado mês, 60 dias depois, com os mesmos 100 reais você compra apenas 8 itens.

É possível dizer que ainda estamos vivenciando reflexos da pandemia com relação a atual crise econômica?

Sim, pois houve uma real paralização da produção, redução do PIB, redução do consumo, e desemprego. Agora, estamos começando a ter sinais de melhora, com a redução do desemprego, crescimento de alguns segmentos industriais, forte exportação, e um esforço do governo na redução de impostos para combustíveis, alimentos e outros produtos.

Como o conflito entre Ucrânia e Rússia afeta no preço dos alimentos brasileiros?

A Guerra entre Ucrânia e Rússia, aumentou a demanda de alguns combustíveis (petróleo, gás), alguns grãos como o trigo e fertilizantes, fazendo com quê o preço desses produtos aumentassem de forma global; pois quanto maior a demanda e menor a oferta, os preços sobem.  Toda cadeia produtiva foi afetada, até mesmo pela expectativa de falta de combustível, ou insumos.

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Há uma previsão de baixa da inflação?

O que pode ocorrer é alguns produtos por não terem procura, baixarem os preços para incentivar o consumo, e assim por não haver um aumento generalizado de preços, os indicadores de inflação serão menores. Vale também dizer que o governo utilizará de politicas monetárias para atingir a meta da inflação.

O que é preciso pro brasileiro voltar a pagar um valor mais baixo na cesta básica?

É necessário estabilidade na economia mundial, há necessidade de um aumento da produção, e principalmente uma reforma tributária, pois há produtos em que a carga de impostos é muito elevada. O governo precisa gastar menos com sua estrutura, com suas instituições, de forma que possa arrecadar menos e fazer mais pela população, reduzindo assim a carga tributária de vários produtos, principalmente os da cesta básica.

Como driblar o aumento de preço?

É importante pesquisar, distribuir as compras em mais de um supermercado, mercado ou hortifruti, ou seja, em cada um desses lugares, comprar as melhores ofertas. O planejamento do cardápio para toda uma semana também é uma forma de criar um orçamento e determinar o valor a ser gasto em cada produto e quantidade, evitando assim desperdícios e direcionando, ou maximizando os recursos financeiros tão escassos. Outra coisa é a criatividade, pensar nas possíveis substituições e adequar da melhor forma possível.

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