Mercado financeiro prevê INFLAÇÃO MENOR neste ano; como isto impacta nas suas finanças?

Os analistas do mercado diminuíram a previsão de inflação para este ano, de 7,54% para 7,30%. Esta foi a quarta revisão para baixo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). As estimativas integram o boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (25).

Mercado financeiro prevê INFLAÇÃO MENOR neste ano; como isto impacta nas suas finanças?
Mercado financeiro prevê INFLAÇÃO MENOR neste ano; como isto impacta nas suas finanças?
(Imagem: Montagem/FDR)

Há quatro semanas, a previsão do mercado era que de que a inflação encerraria o ano em 8,27%. A queda na perspectiva do IPCA acompanha a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre itens essenciais, como energia elétrica e combustíveis.

Para este ano, o centro da meta de inflação é de 3,50% — com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, a meta pode oscilar entre 2% e 5%.

Sendo assim, apesar da previsão de inflação menor neste ano, ela ainda continua acima fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Para cumprir a meta anual de inflação, o Banco Central aumenta ou diminui a taxa básica de juros, a Selic. Diante da inflação alta há meses, a autoridade monetária tende a subir o indicador.

Atualmente, a taxa está em 13,25% ao ano, maior nível desde dezembro de 2016. Esses reajustes do BC acontecem desde março do ano passado, quando a Selic saiu da mínima histórica de 2% ao ano.

Como a inflação menor impacta nas suas finanças?

A inflação significa o aumento dos preços de bens e serviços, e implica em redução do poder de compra do dinheiro. Por conta disso, a previsão de menor inflação significa que os consumidores enfrentarão altas menores de preços neste ano.

Com a previsão de menor inflação, o Banco Central tende a conter o aumento da taxa de juros. Com a Selic menor, as famílias são estimuladas a gastar mais e tomar crédito. Isso porque a Selic influencia as demais taxas de juros praticadas no país — como empréstimos, financiamentos e investimentos.

Por exemplo, com a redução da taxa básica de juros, fica mais barato tomar crédito para o financiamento da casa própria. Este cenário também incentiva as empresas a investirem mais — de forma a resultar em geração de empregos.

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Silvio SuehiroSilvio Suehiro
Silvio Suehiro possui formação em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Atualmente, dedica-se à produção de textos para as áreas de economia, finanças e investimentos.