Cresce o número de eleitores de BOLSONARO que desaprovam o AUXÍLIO BRASIL

O Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação da USP (Universidade de São Paulo) repetiu a pesquisa que havia feito em 2019. Neste ano, viu-se que 63% dos eleitores do presidente Jair Bolsonaro (PL) não apoiam o Auxílio Brasil, antigo Bolsa Família. Dois anos atrás 61% dos apoiadores do presidente tinham a mesma posição.

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BOLSONARO registra nova queda de POPULARIDADE entre os segurados do AUXÍLIO BRASIL
BOLSONARO registra nova queda de POPULARIDADE entre os segurados do AUXÍLIO BRASIL (Imagem: FDR)

Os dados foram recolhidos pelos pesquisadores Pablo Ortollado e Marcio Moretto Ribeiro. Na entrevista, eles questionam quem concorda com a frase “Bolsa Família estimula pessoas a não trabalhar”. O programa Bolsa Família, no entanto, foi substituído pelo Auxílio Brasil neste ano de 2022.

Ainda que o novo programa tenha sido criado nesta gestão, os apoiadores de Bolsonaro continuam a concordar com essa frase. Em 2019 61% tinham esta opinião, e neste ano de 2022 o número cresceu para 63%, o que mostra estabilidade.

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A pesquisa não avaliou apenas os eleitores do atual presidente. Entre aqueles que não declararam o voto em Bolsonaro, 34% também avalia que o programa social estimula que a população não trabalhe.

Quando questionados sobre às cotas raciais, 37% dos bolsonaristas rejeitam a medida. Enquanto 16% do público que tem a mesma opinião não são eleitores do presidente.

Os pesquisadores avaliam que esta posição é tomada por conta da população acreditar que “movimentos sociais progressistas de demandar políticas que criam ‘privilégios’ e, por isso, furariam a fila da meritocracia“.

Ao todo, 2.308 pessoas foram entrevistadas no período de 7 e 14 de maio de 2022, apenas na cidade de São Paulo.

Quem está no Auxílio Brasil não pode trabalhar?

A frase que foi discutida na pesquisa traz algumas reflexões a respeito do programa Auxílio Brasil. Este surgiu em 2022 como um substituto do Bolsa Família que funcionava desde 2003 no país.

Hoje, são atendidas 18,1 milhões de famílias brasileiras que ganham no máximo R$ 210 por pessoa da família no mês. A entrada no programa é feita com base em uma seleção mensal do Ministério da Cidadania após consultar os dados do Cadastro Único.

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O pagamento é de no mínimo R$ 400, e a partir de agosto vai chegar a R$ 600. No entanto, não tem o poder de pagar um salário mínimo (R$ 1.212) por família.

Recentemente, uma campanha do atual governo mostrou Bolsonaro em uma roda de conversa com mulheres beneficiadas pelo programa social. Ali o presidente garantiu que trabalhar não excluí o acesso ao Auxílio Brasil

O acesso ao pagamento do benefício é garantido por até dois anos mesmo o cidadão tendo carteira assinada. Desde que cumpra com os demais requisitos do programa social. A regra vale desde a época do Bolsa Família.

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Lila Cunha
Lila Cunha é formada em jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Atua como repórter especial para o portal FDR. É responsável por selecionar as informações abordadas e garantir o padrão de qualidade das notícias veiculadas. Além disso, trabalha com apuração de hard news desde 2019, cobrindo o universo econômico em escala nacional.