Como funciona o cheque especial? Qual a taxa de juros? Vale a pena usar?

Pontos-chave
  • Modalidade funciona como um empréstimo pré-aprovado
  • Cheque especial possui juros elevados
  • É preciso ter cautela ao utilizar o cheque especial

Você com certeza já deve ter ouvido falar sobre o cheque especial. Ele é um tipo de crédito oferecido pelo banco, como se fosse um empréstimo pré-aprovado que o cliente pode usar a qualquer momento, mas pagando altos juros por isso. Nesta matéria você vai entender tudo sobre o cheque especial e os cuidados necessários.

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A negociação de dívidas pode feita por meio de alguns passos
FDR Responde: como funciona o cheque especial? Qual a taxa de juros? Vale a pena? (Imagem: Montagem/FDR)

Cheque especial: Como funciona?

Muitas pessoas que inclusive já utilizaram o cheque especial, não sabem como ele funciona. Ele nada mais é do que um tipo de crédito oferecido pelo banco.

O funcionamento é similar ao de um empréstimo pré-aprovado que o banco deixa a sua disposição para ser usado a qualquer momento. É justamente esta facilidade que o torna perigoso. Cada cliente possui um limite diferente que varia de acordo com a avaliação da instituição.

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Por que os juros são tão elevados?

Esta modalidade de empréstimo é cara pois ele é concedido sem que o banco tenha nenhuma garantia, diferente do empréstimo pessoal, por exemplo.

Neste caso, o interessado deve comparecer ao banco, negociar as condições e assinar um contrato para conseguir o dinheiro emprestado.

Já no cheque especial, o dinheiro fica a disposição para que o cliente utilize quando achar necessário. Esta facilidade faz com que muitos usem limite do cheque especial como se fosse uma extensão da conta corrente.

Por conta deste risco extra que o banco corre, os juros desta modalidade de crédito são muito mais elevados. Para ter uma base, enquanto a cobrança de juros no empréstimo consignado está em uma média de 42,8% ao ano, no cheque especial os juros crescem para assustadores 327% ao ano, segundo um levantamento do Banco Central.

Desta forma, uma dívida de R$ 500, no período de um ano, subirá para R$ 2.408. devido as altas taxas, você terá que pagar os R$ 500 que devia e cerca de R$ 2.000 apenas de juros. Exatamente por isso o cheque especial é o segundo tipo de empréstimo mais caro do mercado, perdendo apenas para o cartão de crédito.

Cuidado ao usar esta opção

Por conta da praticidade, muitos acabam usando o cheque especial com frequência. Desta forma é mais fácil cair na armadilha de sempre com contar com aquele limite de crédito.

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Sempre se lembre que aquele dinheiro disponível não é seu e que será preciso pagar por ele com juros.

Caso chegue a data de o banco cobrar pelo uso do limite do cheque especial e o cliente  não tiver dinheiro em conta corrente para cobrir o gasto, além dos juros altos, também será cobrada uma multa estipulada pelo banco.

Procure outras opções de crédito

Se você precisar de um empréstimo por algum motivo, uma opção mais segura pode ser procurar seu banco para conhecer créditos menos caros para obter o dinheiro necessário para ficar no azul.

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Uma dica é pegar um empréstimo que oferece taxas de juros mais amenas para pagar uma dívida mais elevada.

O empréstimo consignado é uma das modalidades de crédito que possuem as menores taxas do mercado. Nesta modalidade, o valor das parcelas é descontado diretamente do salário ou do benefício do INSS, o que faz o risco de inadimplência cair, baixando as taxas de juros.

Em média, os juros do consignado ficaram em 3% este mês para trabalhadores do setor privado e em 1,9% ao mês para funcionários públicos, de acordo com o Banco Central.

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Como base de comparação, a taxa de juros cobrada no crédito rotativo em junho para parcelamentos da fatura do cartão de crédito ficou em 13,9% em média ao mês.

Os trabalhadores assalariados só podem tomar um empréstimo consignado através do banco pelo qual recebe seu pagamento ou por meio de uma outra instituição conveniada com a empresa ou com o governo.

No entanto, para aposentados e pensionistas do INSS é possível contratar o empréstimo banco que desejar e possui mais flexibilidade para busca as melhores taxas de crédito.

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Caso você não possa contratar o crédito consignado, uma boa opção é optar pelo empréstimo pessoal. Esta opção deve ser considerada antes de pensar em parcelar as compras com juros, usar o cheque especial ou parcelamento de fatura.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.