Taxas de empréstimos sofrem alterações; confira como ficou cada uma

De acordo com um levantamento realizado pelo Procon-SP, a taxa de juros dos empréstimos pessoais subiu 0,88% em julho. Em média, a taxa dos bancos pesquisados ficou em 6,88% ao mês, aumento de 0,06 ponto percentual, em comparação com a média relativa a junho, que ficou em 6,82%.

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O Banco do Brasil foi a instituição que aplicou o maior aumento em sua taxa, saindo de 6,32% para 6,49%, acréscimo de 0,17 p.p, representando uma variação positiva de 2,69%. O Itaú, por sua vez, subiu a taxa de 8,18% para 8,30%, acréscimo de 0,12 p.p, o que representa uma variação positiva de 1,47% e pelo Bradesco, aumentou seus juros  de 8,55% para 8,64%, um acréscimo de 0,09 p.p, variação positiva de 1,05%.

O levantamento mostrou ainda que nenhuma das instituições promoveu aumento na taxa de juros do cheque especial, que foi mantida em 7,96% em média no mês de julho. A taxa não passa por reajustes deste fevereiro de 2021.

A pesquisa, que é realizada todos os meses pelo Núcleo de pesquisas da Escola de Proteção e Defesa do Consumidor, foi feito no dia  1º de julho no Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, Safra e Santander.

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“Apesar de constituir uma saída rápida para os problemas financeiros, o consumidor deve sempre ponderar muito bem antes da utilização desses serviços de crédito. Caso seja realmente necessário obter crédito, deve pesquisar várias modalidades oferecidas no mercado financeiro”, orientou o Procon através de nota remetida ao Valor. 

Desemprego pode prejudicar os empréstimos

Segundo a Pnad Continua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil possui atualmente cerca de 12 milhões de brasileiros que estão sem trabalho e renda formal. O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) subiu a expectativa para a inflação neste ano: 6,5%, percentual bem superior ao teto da meta. Como ficam os empréstimos em meio a isso?

Esta pergunta aparece pois em meio a uma inflação que tende a permanecer, com juros altos, desemprego e baixa expectativa de crescimento na economia, a projeção é que o mercado de trabalho siga desestruturado, na visão do diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Fausto Augusto Júnior.

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De acordo com a Pnad, o rendimento real habitual do trabalhador encolheu 8,8% no trimestre encerrado em fevereiro deste ano, ante o mesmo período do ano passado. Com isso, de acordo com o levantamento, a renda média foi reduzida para R$ 2.511, contra  R$ 2.752, registrado em fevereiro do ano passado.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.